Sidney Junior, vulgo Buiu, matou a companheira a tiros durante uma festa de aniversário em abril de 2024
Sidney da Silva Augustieres Junior, conhecido como "Buiu", foi condenado a 42 anos de prisão em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum Ministro Henoch Reis.
O réu foi denunciado pelo homicídio qualificado (feminicídio) de Daniela Ferreira da Silva, crime ocorrido no dia 21 de abril do ano passado, na rua Roraima, beco Cássia, bairro São José Operário I, Zona Leste de Manaus.
O crime ocorreu enquanto Sidney, Daniela, e um primo da vítima, estavam bebendo do lado de fora da residência, onde acontecia uma festa de aniversário de um vizinho.
O acusado iniciou uma discussão com a vítima por ciúmes de um vizinho, chegando a empurrá-la e a ameaçar bater nela.
Em seguida, entrou em sua casa, pegou uma arma de fogo e voltou, apontando-a para o primo e depois para Daniela, que estava com a filha de um ano no colo.

Assassino, cabisbaixo, ouve a sentença
do juiz que o condenou a mais de quatro
décadas de prisão
Ele então disparou contra a vítima, que foi socorrida por vizinhos e levada ao hospital, onde seu óbito foi confirmado. Sidney Junior fugiu do local sem prestar socorro, mas foi preso em seguida e assim permaneceu, aguardando o julgamento.
Em plenário, durante a sessão de júri popular, após ouvir as testemunhas apresentadas pela Acusação e pela Defesa, foi iniciado o interrogatório do réu, que exerceu o direito de permanecer em silêncio.
Depois, iniciou-se os debates com a promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito pedindo a condenação do acusado. A defesa iniciou sua fala refutando as acusações e solicitando a retirada das qualificadoras.

"Buiu" natou a companheira a
tiros e agora vai cumprir pesada pena
de reclusão (Fotos: Divulgação)
Na votação, os jurados integrantes do Conselho de Sentença decidiram pela condenação do réu de acordo com a denúncia do MP, inclusive com as qualificadoras de motivo fútil, feminicídio.
A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz de direito Rafael Rodrigo da Silva Raposo. O Ministério Público foi representado pela promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito. O réu foi assistido pelo defensor público Lucas Fernandes Matos.