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Homem recebe mais de 200 picadas de cobras e ajuda a criar antídoto
Foto: pascal laurent pixabay

Em caso de picada de cobra, a ordem é correr para receber o quanto antes o soro antiofídico, um antídoto contra as toxinas produzidas pelas serpentes

Imagina só: você convive com cobras de várias espécies e, de repente, decide se oferecer, de maneira voluntária, como cobaia. O norte-americano Tim Friede é um colecionador de cobras venenosas que está disposto a encontrar um antídoto universal para os peçonhentos mais letais do mundo — e parece estar cada vez mais próximo disso.

 

Em estudo publicado recentemente pela iScience, um grupo de cientistas da Centivax apresenta um coquetel experimental para proteger contra picadas de cobras. Mas o que chama atenção para o fato é: o doador hiperimune Tim Friede. Como ele chegou até essa hiperimunização? Parece loucura, mas ao longo de 18 anos, o ex-mecânico de caminhão permitiu e incentivou a mordida de diversos tipos de cobras letais para tentar desenvolver tolerância ao veneno. Tudo feito de maneira independente.

 

Ao longo dos anos, ele sofreu com diversos efeitos colaterais: febre, convulsões e enjoos. A partir disso, os pesquisadores começaram a analisar o sangue e identificaram dois anticorpos produzidos naturalmente corpo do colecionador de cobras.

 

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Os pesquisadores usaram uma metodologia de "adição iterativa" para construir o coquetel antiveneno com base nos anticorpos de Friede. Isso significa que eles começaram neutralizando as toxinas mais abundantes e, em seguida, adicionaram componentes para neutralizar outras toxinas importantes que ainda causavam letalidade.

 

Os pesquisadores usaram uma metodologia de "adição iterativa" para construir o coquetel antiveneno. Isso significa que eles começaram neutralizando as toxinas mais abundantes e, em seguida, adicionaram componentes para neutralizar outras toxinas importantes que ainda causavam letalidade.

 

A análise revelou que esses anticorpos impedem o efeito paralisante do veneno. Os testes in vivo foram realizados somente em camundongos. O tratamento (o coquetel ou seus componentes) foi administrado antes da injeção do veneno ou, em alguns experimentos, logo após a injeção do veneno. A sobrevivência dos camundongos foi monitorada.

 

O estudo concentrou-se em cobras da família Elapidae, que compreende espécies venenosas. Como, por exemplo, mambas, cobra do cabo, cobra indiana, taipans e krais. Os pesquisadores selecionaram um painel de 19 espécies de venenos presentes na lista da Organização Mundial da Saúde que representam os venenos de maior potência e maior risco para a saúde humana. Essas espécies foram escolhidas por sua variedade genética e distribuição geográfica.

 

A pesquisa mostrou que o anticorpo sozinho forneceu proteção robusta contra as principais toxinas letais. Ele foi eficaz mesmo quando administrado 10 minutos após a injeção do veneno (modelo de resgate do estudo).

 

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Os pesquisadores ressaltam que, apesar de observarem uma ampla proteção em camundongos contra as doses de veneno testadas, os resultados devem ser interpretados com cautela. Na realidade, as picadas de cobra podem injetar doses mais altas de veneno, e camundongos não são humanos. Dessa forma, este estudo identifica os componentes letais mais relevantes e apresenta um método para neutralizá-los de forma sistemática.

 

Fonte: Correio Braziliense

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