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Homem vive 271 dias com rim de porco antes de receber transplante humano
Foto: Kate Flock/Massachusetts General Hospital

Paciente viveu 271 dias com rim de porco sem diálise até receber novo transplante com órgão humano em caso acompanhado por médico brasileiro

Um homem de 66 anos conseguiu viver por 271 dias com um rim de porco geneticamente modificado antes de receber um transplante de rim humano. O caso representa um marco para a medicina e foi descrito em um estudo publicado na revista científica The Lancet. Durante o período, o paciente conseguiu permanecer sem fazer diálise.

 

O paciente, identificado como Tim Andrews, recebeu o órgão suíno em um procedimento realizado por pesquisadores da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos. O rim foi geneticamente alterado para reduzir a possibilidade de rejeição pelo organismo humano e começou a funcionar logo após a cirurgia. Entre os pesquisadores envolvidos está o médico brasileiro Leonardo Riella.

 

Durante o acompanhamento, Andrews apresentou inicialmente um episódio de rejeição, que foi controlado com medicamentos. Também não foram encontrados sinais de transmissão de doenças do animal para o paciente. Meses depois, uma infecção levou os médicos a reduzirem a imunossupressão, e o rim de porco passou a apresentar lesões nos vasos sanguíneos e sinais de inflamação até perder a função.

 

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Após 271 dias, a equipe retirou o órgão suíno e realizou o transplante de um rim humano. O novo órgão começou a funcionar imediatamente e não apresentou complicações relacionadas à rejeição. Segundo os pesquisadores, o resultado mostra que um órgão animal pode funcionar como uma espécie de “ponte”, mantendo o paciente fora da diálise enquanto ele aguarda um doador humano compatível.

 

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Apesar do avanço, a técnica ainda é experimental e precisa de novos estudos antes de ser utilizada de forma ampla. Os pesquisadores apontam que será necessário aprimorar tanto as modificações genéticas dos animais quanto os protocolos de imunossupressão para aumentar a duração do funcionamento dos órgãos. O objetivo é encontrar uma alternativa para um dos maiores problemas dos transplantes: a falta de órgãos humanos disponíveis para pacientes que aguardam na fila. 

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