Apesar das altas, consumo nos mercados cresceu 2,23% em maio, puxado pelo Dia das Mães. Copa do Mundo deve alavancar vendas em junho, mas cenário climático pode pressionar preços adiante
O aumento no preço de frutas, verduras e legumes foi o principal responsável por pressionar o valor da cesta básica em maio, segundo levantamento da Neogrid em parceria com o FGV IBRE. Os produtos in natura registraram as maiores altas do período e fizeram o custo da cesta subir em todas as capitais analisadas.
Os legumes lideraram a inflação dos alimentos, com aumentos expressivos em várias cidades. Em Curitiba, a alta chegou a 43,71%, enquanto em São Paulo foi de 42,37%. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Brasília e Manaus também registraram elevação nos preços, refletindo os impactos das condições climáticas e da oferta reduzida desses produtos.
Com esse cenário, São Paulo passou a ter a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas, superando o Rio de Janeiro. Apesar de a capital fluminense ter apresentado a menor alta no mês, ela continua entre as cidades com maior custo para a compra de alimentos essenciais.
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Além dos hortifrútis, itens como feijão, carne bovina, arroz e pão também contribuíram para o aumento das despesas das famílias. Em contrapartida, produtos como ovos, açúcar, café, óleo de soja e frango registraram queda em algumas capitais, amenizando parcialmente a pressão sobre o orçamento dos consumidores.
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O levantamento mostra que a inflação dos alimentos continua sendo um dos principais desafios para as famílias brasileiras. A alta dos produtos frescos, essenciais na alimentação diária, reforça o impacto do custo de vida e reduz o poder de compra da população, especialmente entre os consumidores de menor renda.