A saúde pública do município de Itapiranga, no interior do Amazonas, vive uma situação considerada alarmante. O Hospital Regional Miguel Batista de Oliveira, única unidade de média complexidade da cidade, estaria funcionando em condições precárias, cercado por problemas estruturais, sujeira e denúncias graves de negligência médica.
Diante da gravidade da situação, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou o Inquérito Civil nº 234.2024.000065 após realizar uma inspeção presencial na unidade hospitalar.
Segundo o relatório produzido pelo órgão, o cenário encontrado é de completo abandono. O documento reúne fotos, laudos e apontamentos técnicos que revelam diversas irregularidades dentro do hospital.
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Entre os problemas identificados estão aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento adequado, infiltrações, ambientes deteriorados, falhas estruturais e condições consideradas inadequadas para o atendimento da população.
Além das denúncias sobre a estrutura do hospital, um caso envolvendo a morte de uma criança de apenas 2 anos aumentou ainda mais a revolta da população.
De acordo com relatos da família, a menina Thaila Olívia Viana de Sousa, deu entrada no Hospital Regional Miguel Batista de Oliveira apresentando apenas febre e diarreia. Durante o atendimento, teria recebido medicação à base de azitromicina, mas acabou vomitando logo em seguida.
Ainda segundo a denúncia, a criança teria engolido o próprio vômito, sofrido sufocamento e permanecido sem respirar por um longo período, sem que fosse realizada qualquer tentativa adequada de reanimação na unidade hospitalar.
A menina chegou a ser transferida para Manaus em estado gravíssimo, mas infelizmente não resistiu.

Thaila Olívia Viana de Sousa sendo transferida para Manaus
O caso gerou forte comoção entre moradores de Itapiranga, que cobram providências urgentes diante das denúncias envolvendo a saúde pública do município.

Infelizmente Thaila Olívia não resistiu
(Fotos: Divulgação)
A crise ocorre durante a gestão do prefeito Thiago Lima, que passa a ser alvo de críticas diante do cenário de colapso enfrentado pelo sistema de saúde local.
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O Ministério Público deverá aprofundar as investigações para apurar possíveis responsabilidades e cobrar medidas emergenciais para evitar novas tragédias.
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