O futuro depende de formar pessoas capazes de pensar criticamente e transformar a realidade
A chegada da inteligência artificial (IA) à educação tem gerado debates polarizados. De um lado, a promessa de uma revolução na forma de ensinar e aprender; de outro, o receio de que os estudantes deixem de aprender com a profundidade necessária.
Questões como: “Os seres humanos serão afetados por essas ferramentas?”, ou “Como será o processo de ensinar, planejar e desenvolver atividades com apoio da IA?” têm ganhado espaço nas discussões.
A resposta é que tudo depende de como os educadores incluem essas ferramentas em suas práticas pedagógicas. Mitchel Resnick, professor e pesquisador do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, avalia que a velocidade com que a tecnologia se modifica demanda cautela no momento de avaliar de que maneira a IA será (ou pode ser) implementada na escola.
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“Parece que todo mundo está falando sobre inteligência artificial hoje em dia. Mas também é importante lembrar que ainda estamos nos primeiros dias dessa tecnologia. Sei que minhas próprias ideias mudaram muito nos últimos anos, e certamente continuarão mudando”, afirmou Mitchel durante painel na 5ª Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa, promovida pela RBAC (Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa), em Brasília (DF), no fim de outubro.
IA NO COTIDIANO DOS EDUCADORES: FACILIDADE OU ARMADILHA?
Educadores ao redor do mundo têm demonstrado disposição para usar ferramentas de IA na elaboração de planos de aula e no planejamento pedagógico. Já existem plataformas inteiramente dedicadas a essa finalidade, com a promessa de ganho de tempo e maior organização. Mas isso seria tudo?

Fotos: Reprodução
Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst, também nos EUA, questionou o quanto planos de aula gerados por inteligência artificial generativa podem ser, de fato, produtivos para professores.
A pesquisa analisou 311 planos de aula e 2.230 atividades feitas por IA e, posteriormente, observou esse material a partir da Taxonomia de Bloom (metodologia que organiza diferentes objetivos de aprendizagem de acordo com níveis de complexidade cognitiva), de modo a auxiliar professores no planejamento educacional.
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O que se descobriu é que 90% dos conteúdos gerados por IA incentivavam os estudantes apenas em um nível mais simples, de memorização, sugerindo poucas vezes que trabalhassem de forma mais crítica, reflexiva ou original.
Fonte: Porvir