Bens pertencentes ao empresário Miguel Vázquez foram alvo de operações da Justiça em investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o Ueno Bank.
Autoridades paraguaias apreenderam um iate de luxo, uma aeronave particular e veículos de alto padrão pertencentes ao empresário Federico Miguel Vázquez, ligado ao Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank. As medidas fazem parte das investigações sobre a crise financeira que atingiu a instituição bancária no Paraguai.
Na quinta-feira (5), agentes do Ministério Público e da Polícia Nacional realizaram uma operação na residência do empresário, localizada no bairro Mbocayaty, em Assunção. Durante a ação, foram retirados veículos de luxo avaliados em aproximadamente US$ 1,4 milhão, com auxílio de guinchos.
Entre os automóveis identificados estão modelos de marcas como Porsche, Bentley, Mercedes-Benz, BMW e Lexus. A lista inclui um Porsche 911 GT3, um Bentley Continental GT e um Mercedes-Benz Brabus 500 G blindado, além de outros veículos de alto valor.
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As diligências também chegaram a um condomínio privado em San Juan del Paraná, no departamento de Itapúa. No local, os investigadores encontraram um iate de fabricação italiana, da marca Azimut Yachts, que foi colocado sob custódia policial.
Outra apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, onde uma aeronave particular atribuída ao empresário foi localizada em um hangar. O avião seria, aparentemente, do modelo Beechcraft King Air 300.
Miguel Vázquez é investigado por suposta lesão de confiança no contexto da crise do Ueno Bank. O empresário foi imputado pelo Ministério Público, e a apuração envolve suspeitas de irregularidades financeiras e movimentações relacionadas ao grupo empresarial.
A crise bancária provocou uma série de medidas judiciais e institucionais no Paraguai. A intervenção no Ueno Bank deixou milhões de clientes sem acesso às contas, ampliando a pressão sobre as autoridades e provocando desdobramentos políticos no país.
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As apreensões fazem parte da investigação patrimonial e financeira conduzida pelas autoridades paraguaias. Os bens permanecerão sob custódia enquanto o caso avança, e as suspeitas contra os investigados ainda dependem de apuração e decisão judicial.