Municípios do interior apresentaram os maiores índices de subnotificação no estado
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Amazonas apresentou, em 2024, taxas de sub-registro de nascimentos e óbitos superiores às médias nacionais. O levantamento aponta dificuldades no registro oficial desses eventos, principalmente em municípios do interior e regiões de difícil acesso.
Segundo o estudo, o percentual estimado de sub-registro de nascidos vivos no Amazonas chegou a 4,4%, índice mais de quatro vezes superior à média brasileira, que ficou em 1%. Já o sub-registro de óbitos atingiu 8,8% no estado, enquanto a média nacional foi de 3,4%.
Entre os casos mais preocupantes está o registro de mortes de menores de 1 ano. O Amazonas apresentou índice de 19% de sub-registro de óbitos infantis, evidenciando falhas no acesso ao sistema de notificação e registro em algumas localidades.
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O levantamento também revelou diferenças significativas entre os municípios amazonenses. Barcelos registrou o maior percentual de sub-registro de nascimentos, com 29,7%, além de liderar o ranking de sub-registro de óbitos, alcançando 50,2%.
Outros municípios do interior também apresentaram índices elevados, como Santa Isabel do Rio Negro, Manacapuru, Atalaia do Norte e Maraã.
De acordo com o IBGE, mães com menos de 15 anos concentraram os maiores percentuais de sub-registro de nascimentos no estado. Nesta faixa etária, o índice chegou a 14,6%, demonstrando maior vulnerabilidade social e dificuldades de acesso aos serviços públicos.
No caso dos óbitos, os maiores percentuais de sub-registro foram observados entre crianças e adolescentes. A faixa etária de 10 a 14 anos apresentou o maior índice, com 21,5%.
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Apesar dos desafios, Manaus concentrou o maior número absoluto de registros de nascimentos e mortes no estado devido à maior estrutura de serviços públicos e unidades de saúde.