O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) em forte queda, fechando aos 181.708 pontos, com recuo de 2,14%. O desempenho negativo foi puxado principalmente pela baixa das bolsas dos Estados Unidos e pela chamada realização de lucros, movimento em que investidores vendem ações para garantir ganhos após recordes recentes.
Apesar da queda no mercado acionário, o dia foi considerado mais tranquilo no câmbio. O dólar comercial fechou estável, vendido a R$ 5,25, mesmo valor registrado na terça-feira (3). Durante a manhã, a moeda chegou a cair para R$ 5,21, mas voltou à faixa de estabilidade ao longo da tarde. Em 2026, o dólar acumula queda de 4,38%.
A valorização das commodities ajudou moedas de países emergentes a resistirem à pressão internacional. O barril do petróleo tipo Brent subiu pouco mais de 3%, impulsionado por impasses nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
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Mesmo assim, a Bolsa brasileira acompanhou o mau humor dos mercados norte-americanos, diante do temor de um possível estouro de bolha em empresas ligadas à inteligência artificial.
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Outro fator que pesou foi a divulgação de dados do setor de serviços dos EUA, que mostraram desaceleração menor do que a esperada. Isso reduziu as chances de um corte de juros na próxima reunião do Federal Reserve, marcada para março. Com isso, investidores adotaram postura mais cautelosa, pressionando o mercado acionário brasileiro e contribuindo para o recuo do Ibovespa.