Cantor eternizado por "Champagne" vendeu milhões de discos e marcou gerações com sua carreira de mais de seis décadas.
O cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri morreu neste sábado (11), aos 86 anos, na ilha de Capri, no sul da Itália, cidade onde nasceu e construiu grande parte de sua trajetória. A informação foi confirmada pela família e divulgada pela imprensa italiana. A causa da morte não foi informada.
Batizado como Giuseppe Faiella, o artista completaria 87 anos no fim deste mês. Ele deixa os filhos Igor, Edoardo e Dario. O velório e a cerimônia de despedida serão realizados neste domingo (12), na Catedral de Santo Stefano, em Capri.
Reconhecido como um dos maiores nomes da música italiana, Peppino di Capri construiu uma carreira de mais de 60 anos, vendeu cerca de 35 milhões de discos e gravou aproximadamente 500 músicas. Entre seus maiores sucessos estão as canções "Champagne" e "Roberta", que conquistaram fãs em diversos países.
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Ao longo da carreira, participou 15 vezes do tradicional Festival de Sanremo, vencendo a competição em duas ocasiões, além de conquistar o Festival da Canção Napolitana. Em 2023, recebeu o prêmio pelo conjunto da obra durante o próprio Festival de Sanremo, em reconhecimento à sua contribuição para a música italiana.
Filho de músicos, Peppino demonstrou talento desde a infância e iniciou a carreira ainda criança. Nos anos 1960, aproximou-se do rock and roll e integrou os Capri Boys, grupo que chegou a abrir um show dos Beatles durante a passagem da banda britânica pela Itália.
Posteriormente, reinventou sua carreira ao unir influências do rock, da música romântica e da tradição napolitana, estilo que o transformou em um dos artistas mais populares da Itália.
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O cantor também cultivou uma forte relação com o público brasileiro, realizando diversas apresentações no país ao longo da carreira. Seu repertório atravessou gerações e consolidou seu nome como um dos maiores representantes da música romântica italiana.