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Idoso é contido com amarras em hospital do Distrito Federal e caso vira alvo de investigação
Foto: Divulgação

Família denuncia possível negligência após paciente sofrer lesões durante internação.

Um caso envolvendo a contenção física de um paciente de 72 anos durante internação no Hospital Regional do Guará, no Distrito Federal, passou a ser investigado após denúncia da família ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

 

Segundo relatos da filha, o idoso foi amarrado enquanto estava internado na chamada “sala vermelha”, área destinada a pacientes em estado grave. A família afirma que não foi informada previamente sobre o procedimento e que a medida foi adotada sem tentativa anterior de tratamento medicamentoso para controlar um suposto quadro de agitação.

 

O paciente deu entrada na unidade no dia 19 de março após sofrer um infarto. De acordo com os familiares, ele estava consciente e com mobilidade preservada. A contenção teria ocorrido durante a noite do dia seguinte, período em que acompanhantes não têm acesso ao setor. A situação só foi percebida no horário de visita.

 

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Após o episódio, o idoso passou a apresentar dores intensas, perda de força em um dos punhos e hematomas. Exames posteriores indicaram lesão com previsão de recuperação em até seis meses.

 

Outro ponto que gerou indignação foi o surgimento de uma ferida grave na região sacral, identificada apenas após a transferência para a enfermaria. A família alega que não houve comunicação sobre a lesão, que evoluiu para infecção e tem dificultado procedimentos médicos necessários.

 

Lesões desse tipo, conhecidas como escaras ou lesões por pressão, costumam ocorrer quando o paciente permanece longos períodos sem mudança de posição, situação que pode ser agravada pela imobilização.

 

O idoso segue internado há mais de um mês, com quadro infeccioso e sem previsão de cirurgia. Familiares relatam piora clínica e apontam possível falta de profissionais para garantir cuidados básicos.

 

O caso está sendo acompanhado pelo MPDFT, que solicitou informações à Secretaria de Saúde do DF e às unidades envolvidas no atendimento. A Defensoria Pública também pediu esclarecimentos sobre o tratamento, incluindo o uso de contenção física e a rotina de cuidados.

 

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o paciente recebeu atendimento imediato ao dar entrada no hospital e que a contenção foi utilizada de forma temporária, devido a episódios de agitação e confusão mental, seguindo protocolos para garantir a segurança. Sobre a lesão, a pasta afirmou que o problema foi identificado e está em tratamento, com acompanhamento contínuo da equipe.

 

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As investigações seguem em andamento para apurar possíveis falhas na assistência. 

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