Desaparecimento de idoso italiano no DF levanta suspeita de crime brutal e intriga investigadores.
O desaparecimento do italiano Orazio Giuliani, de 80 anos, tem mobilizado autoridades e causado comoção no Distrito Federal. Morador da região de São Sebastião, ele levava uma vida discreta e se dedicava à construção de uma igreja em sua propriedade, projeto pessoal que ocupava grande parte de sua rotina.
Giuliani foi visto pela última vez no dia 11 de abril de 2026. Desde então, não houve mais contato, e o caso passou a ser tratado como um possível crime violento, com indícios de latrocínio roubo seguido de morte e ocultação de cadáver, embora o corpo ainda não tenha sido localizado.
As investigações são conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio) da 30ª Delegacia de Polícia. O ponto de partida foi a descoberta feita pela companheira da vítima, Maria Lourdes de Souza, que encontrou a chácara em condições alarmantes.
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No local, havia grande quantidade de sangue, sinais de arrombamento, uma corda com vestígios e a dentadura do idoso caída no chão, indicando que ele pode ter sido rendido, amarrado e agredido com violência dentro do imóvel. A ausência do corpo reforça a suspeita de que tenha sido removido pelos autores do crime.
Outro elemento que chamou atenção foi o desaparecimento do carro da vítima, um Peugeot 206 prata, visto deixando a propriedade em alta velocidade na noite do ocorrido. Testemunhas afirmaram que a condução não condizia com o perfil de Giuliani, sugerindo a presença de terceiros.

Imagens de câmeras de segurança registraram dois homens no local, embora o sistema tenha sido desligado durante a ação, o que levanta a hipótese de planejamento prévio. A investigação identificou como suspeitos o ex-funcionário da obra, Leonardo Conceição de Araújo, e seu primo, Bruno Cruz de Araújo, conhecido como “Coveiro”.
Leonardo foi preso em flagrante e, segundo a polícia, possui antecedentes criminais. Um par de tênis encontrado em sua casa apresentou vestígios de sangue humano, mesmo após tentativa de limpeza. Testemunhas também relataram ter visto os suspeitos dentro do veículo da vítima no dia do desaparecimento.

Foto: Reprodução
Já Bruno teria aparecido com ferimentos no dia seguinte, alegando ter se machucado em arame, mas apresentando comportamento suspeito. Ele fugiu ao ser localizado pela polícia, acompanhado de um terceiro homem identificado como Lucas, que segue foragido.
Mesmo sem a localização do corpo, a polícia afirma que há fortes indícios de que Orazio Giuliani foi vítima de um crime brutal. A prisão de um dos suspeitos é considerada fundamental para o avanço das investigações e para evitar a destruição de provas.
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O caso gerou grande repercussão na comunidade local, tanto pela violência dos indícios quanto pela história da vítima, que vivia de forma simples e dedicava seus últimos anos a um projeto religioso. Enquanto as buscas continuam, permanece a principal dúvida: o que aconteceu com Orazio Giuliani?