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Ilhada no Jardim Pantanal: menina é levada a UPA em colchão inflável
Foto: William Cardoso/ Metrópoles

Em meio a enchentes, moradores do Jardim Pantanal usaram colchão inflável para levar menina de 11 anos que desmaiou de febre, a UPA

Ilhada dentro de casa pelo quarto dia consecutivo devido ao alagamento que atinge o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, desde sábado (1º/2), a ambulante Netinha Batista contou com a ajuda de vizinhos, que utilizaram um colchão inflável, para transportar sua neta, de 11 anos, para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Helena, na região.

 

A menina, que apresentava diarreia e febre desde a manhã dessa segunda-feira (3/2), chegou a desmaiar no começo da tarde. Ela teve 39ºC de febre.

 

Netinha relatou ao Metrópoles que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e para os bombeiros, mas ninguém veio prestar socorro.

 

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“Nós pedimos ajuda para os vizinhos e vieram quatro rapazes aqui do bairro com um colchão inflável, que resgataram a minha criança”, contou a ambulante.

 

Segundo Netinha, o médico que a atendeu avalia que a menina tenha pego uma infecção por ter ingerido água da torneira nestes dias em que a região está alagada. Além disso, a criança, que é filha de Paulyanne Oliveira, também moradora da região, é diagnosticada com urticária gigante e dermatite atópica. Desde os 2 anos, ela vai regularmente a consultas com hepatologista, pediatra e alergologista.

 

“É uma vergonha, cadê os bombeiros? Cadê os socorristas? Cadê o Samu? Esse maldito desse prefeito ainda fala em remover o povo. Nós não queremos ser removidos. Será que o prefeito vai ter dinheiro suficiente para pagar todo mundo? Ele acha que com R$ 20 mil, R$ 50 mil, a gente compra uma casa? Minha filha rala no Brás há 12 anos, comprou uma casa que, se ela for vender hoje, vale R$ 200 mil. Aqui não foi invadido o terreno, foi comprado, tem documentos”, lamentou Netinha.

 

O Metrópoles procurou o Corpo de Bombeiros e o Samu sobre a alegação de falta de socorro e aguarda retorno.

 

Na manhã dessa terça-feira (4/2), a casa onde a ambulante mora permanecia com água. Em vídeo enviado ao Metrópoles, é possível ver a residência toda suja e os móveis destruídos por causa da enchente.

 

“Nós confiávamos no prefeito. Nós votamos nele. A minha família elegeu esse maldito. Eu estou com tanta raiva. Faz três dias que eu não sei o que é comida, porque não tem como cozinhar. Dentro da nossa casa tem barata, rato, cocô, lesma. Já era, perdemos tudo”, falou.

 

O Jardim Pantanal, que fica ao redor do Rio Tietê, na zona leste de São Paulo, foi uma das mais castigadas pela chuva que atingiu todo o estado na sexta-feira (31/1).

 

Os moradores da região amanheceram no sábado com as ruas inundadas de água até a altura da cintura. Até esta terça-feira, a água ainda não havia baixado completamente.

 

No sábado, Nunes afirmou, em entrevista a jornalistas, que “é mais fácil tirar as pessoas [da região]. Aquelas pessoas vão ter que sair dali, não tem jeito. Vai ser isso. Está abaixo do nível do rio. É muito complicado”.

 

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nessa segunda-feira que estuda oferecer uma ajuda financeira de até R$ 50 mil para que os moradores do Jardim Pantanal deixem o bairro. O local, que está alagado há quatro dias, passa, no entanto, por um processo de regularização fundiária promovido pela própria Prefeitura de São Paulo.

 

A promessa de entregar títulos de propriedade para os moradores da área foi feita por Nunes ainda em 2022, quando o prefeito anunciou que regularizaria os imóveis de 8 mil famílias da região.

 

Em nota divulgada à imprensa neste fim de semana, a Prefeitura chegou a citar o projeto de regularização e disse que, desde julho de 2024, a gestão municipal “acompanha as ações de urbanização na região e o processo de regularização fundiária”.

 

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Segundo o texto, 4 mil famílias serão atendidas pelo processo, metade do que o prometido inicialmente por Nunes, e 900 devem receber o título de propriedade ainda neste ano.

 

Fonte: Metrópoles

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