Mayotte e Reunião estão em momentos diferentes da crise sanitária e seguem em alerta
Duas regiões francesas no Oceano Índico estão vivendo uma epidemia de chikungunya, que vem assustando moradores. O arquipélago de Mayotte, que fica entre Madagascar e a costa leste da África, entrou em fase epidêmica nesta semana com "transmissão intensa e generalizada", totalizando 560 casos desde o início do ano. Na região, a doença é normalmente transmitida pelo Aedes Albopictus, conhecido como mosquito tigre.
Já a Ilha Reunião, um pouco mais a leste do oceano, entrou em fase de declínio epidêmico, embora tenha registrado cinco novas mortes provocadas pela doença. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4/6) pelo Santé Publique France (SPF), o departamento de saúde pública francês. As informações foram publicadas pelo jornal Le Monde.
As cinco mortes ocorridas na Ilha Reunião foram registradas entre 31 de março e 11 de maio, totalizando 20 óbitos durante esta epidemia. No entanto, outras 37 mortes ainda estão sendo investigadas. Segundo a SPF, todas as vítimas tinham entre 68 e 95 anos e eram pacientes com comorbidades, principalmente doenças crônicas.
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Os atendimentos primários para chikungunya caíram 55% na ilha, que conta com cerca de 900 mil habitantes. Já o atendimento emergencial para a doença apresentou queda de 15%. Ambos os dados se referem à última semana. As autoridades, no entanto, mantiveram o alerta. 53 mil casos confirmados da doença foram registrados na ilha desde o início do ano.
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"Embora em declínio acentuado, a circulação de chikungunya na ilha permanece significativa, com disparidades dependendo da área geográfica", afirmou o departamento. Já em Mayotte, os casos aumentam. As ilhas possuem pouco mais de 320 mil habitantes e passaram por uma tragédia em dezembro, quando o ciclone Chido passou pela região, deixando 31 mortes e 1.300 feridos.
Fonte: Extra