Câmeras registraram cerca de sete minutos de violência
Cláudio Rafael Landeiro saiu de casa, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para trabalhar na madrugada de 12 de agosto. Horas depois, o jovem foi espancado por um grupo de homens em Copacabana após ser supostamente confundido com um ladrão. Ele morreu após ser levado para um hospital.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Uol registraram o momento em que Cláudio é abordado e agredido. Segundo as informações, a violência durou aproximadamente sete minutos e a vítima foi atingida diversas vezes, principalmente na região da cabeça.
Na gravação, Cláudio aparece sentado nas escadas de um condomínio na Rua Felipe de Oliveira quando três homens se aproximam. Dois deles chegam de bicicleta, usando mochilas de entrega, enquanto um terceiro aparece a pé carregando o objeto utilizado nas agressões.
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O grupo começa a agredir o jovem com socos, chutes e golpes. Inicialmente, Cláudio tenta se proteger e escapar, mas acaba cercado e impedido de deixar o local.
Em seguida, ele cai na calçada e continua sendo agredido. Os homens deixam o local pouco depois, enquanto Cláudio permanece ferido.
O jovem foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto. Segundo familiares, ele sofreu uma fratura no crânio e teve paradas cardiorrespiratórias. A equipe médica chegou a entrar em contato com os parentes após a entrada dele na unidade.
Segundo relatos, a confusão teria começado quando um segurança abordou Cláudio por suspeitar que a bicicleta que ele empurrava havia sido roubada. A família afirma que o veículo pertencia a uma das irmãs do jovem.
O segurança declarou, após prestar depoimento, que questionou Cláudio sobre a bicicleta e afirmou ter dado um soco no braço dele durante a abordagem.
De acordo com o homem, outras pessoas chegaram posteriormente e levaram Cláudio para a Rua Felipe de Oliveira, onde ocorreram as agressões registradas pelas câmeras.

Cláudio Rafael foi espancado até a morte em Copacabana -
Foto: Reprodução
A família contesta a versão e afirma que Cláudio foi vítima de uma acusação equivocada. Uma das irmãs, Fabiana Landeiro, declarou que o irmão foi levado para um local escuro e acabou sendo violentamente agredido.
Outro vídeo mostra Cláudio deixando a casa onde morava com a mãe e duas irmãs na noite anterior. Ele aparece saindo com a bicicleta por volta das 22h26.
Familiares afirmaram ainda que o jovem tinha transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional.
Conhecido como “Bart” em Botafogo, Cláudio havia trabalhado como assistente administrativo em meio período na Dataprev, segundo informações disponíveis em seu perfil profissional.
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A família sustenta que a morte foi consequência de uma sequência de agressões iniciada por uma suspeita de roubo que, segundo os parentes, não tinha fundamento. O caso deverá ser investigado pelas autoridades para esclarecer a responsabilidade dos envolvidos.
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