Ex-jogadores deixaram cargos na Federação Italiana apenas 16 dias após a posse, em meio à polêmica envolvendo a possível contratação de Andrea Pirlo.
A reformulação da seleção italiana sofreu um revés inesperado após a saída de Paolo Maldini e Leonardo da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Os dois ex-jogadores renunciaram aos cargos apenas 16 dias depois de assumirem funções na entidade, em meio à controvérsia envolvendo a tentativa de contratação de Andrea Pirlo para comandar a Azzurra.
Pirlo era apontado como o principal nome para assumir o comando técnico da seleção, mas a negociação acabou travada devido à repercussão de seu vínculo comercial com uma casa de apostas de origem russa. O caso gerou forte debate na Itália por causa da posição do país em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Diante da polêmica, o ex-meio-campista divulgou uma nota pública afirmando que sua parceria com a empresa possui caráter exclusivamente comercial e esportivo, sem qualquer ligação política.
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Pirlo destacou que sempre atuou em conformidade com as leis dos países onde trabalhou e rejeitou qualquer interpretação de que o contrato represente posicionamento favorável ao governo russo.
Atualmente treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos, o italiano também lembrou que o acordo foi firmado durante sua passagem pelo futebol do país árabe. O clube é administrado pelo empresário russo Sergey Lomakin, que mantém ligação com a empresa de apostas envolvida na controvérsia.
Com o impasse, a Federação Italiana passou a avaliar outros nomes para assumir a seleção. Entre os técnicos consultados estão Pep Guardiola e Carlo Ancelotti, atual comandante da Seleção Brasileira.
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A saída de Maldini e Leonardo amplia a instabilidade no processo de reconstrução da Azzurra, que busca reorganizar sua estrutura após resultados abaixo das expectativas nas últimas competições internacionais.