Estudo recém-publicado mostra que paciente com ELA conseguiu usar os microeletrodos cerebrais para criar 183 mil frases em dois anos
Um estudo publicado na revista científica Nature mostrou que um implante cerebral tem permitido que um homem com esclerose lateral amiotrófica (ELA) volte a se comunicar com familiares e até realizar atividades profissionais por meio de um computador controlado pelo cérebro.
O paciente, identificado como Casey Harrell, recebeu um dispositivo com 256 microeletrodos implantados no cérebro em 2023. O sistema foi instalado em sua própria casa e funciona traduzindo sinais neurais em palavras exibidas na tela, permitindo a formação de frases completas em tempo real.
Segundo os pesquisadores da Universidade da Califórnia, o homem conseguiu produzir mais de 183 mil frases ao longo de dois anos de uso da tecnologia, com cerca de 92% de precisão nas respostas geradas pelo sistema.
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O dispositivo também passou a reproduzir voz sintetizada, baseada em gravações feitas antes da progressão da doença, o que ajudou o paciente a retomar a comunicação de forma mais próxima da fala natural. O avanço é considerado um dos mais completos já registrados em interfaces cérebro-computador.
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Os cientistas afirmam que o caso representa um passo importante no desenvolvimento de tecnologias voltadas a pessoas com paralisia severa ou doenças neurodegenerativas, abrindo caminho para novas formas de reabilitação e comunicação assistida.