El País e BBC destacam acusação de que o ex-presidente liderou conspiração para se manter no poder após a derrota eleitoral de 2022
A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe ganhou destaque também na imprensa internacional, em veículos como El País e BBC. O procurador-geral Paulo Gonet concluiu que Bolsonaro liderou uma conspiração para se manter no poder após perder as eleições de 2022.
Em alegações finais entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de segunda-feira (14), Gonet pediu a condenação de Bolsonaro e outros sete réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e organização criminosa. Segundo o parecer, o ex-presidente teria usado a máquina pública para fomentar a ruptura institucional e preparar o terreno para uma intervenção militar.
A imprensa estrangeira deu destaque imediato ao pedido da PGR. No site, o jornal espanhol El País destacou: “Fiscalía de Brasil pide la condena de Bolsonaro por el intento de golpe de Estado contra Lula”. Já a BBC Brasil apontou que Gonet ignorou as críticas públicas feitas por Donald Trump à Justiça brasileira e reafirmou a gravidade das acusações.
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A manifestação de mais de 500 páginas encaminhada à Corte reforça a denúncia apresentada pela PGR em fevereiro e recapitula os principais pontos da acusação. Gonet, ao falar sobre Bolsonaro, afirma que "as evidências são claras: o réu agiu de forma sistemática, ao longo de seu mandato e após sua derrota nas urnas, para incitar a insurreição e a desestabilização do Estado Democrático de Direito".
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"As ações de Jair Messias Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota, mas configuraram uma articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe. O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática", diz o PGR.
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O procurador-geral da República ainda diz, sobre Bolsonaro, que "as evidências revelam que o ex-Presidente foi o principal coordenador da disseminação de notícias falsas e ataques às instituições, utilizando a estrutura do governo para promover a subversão da ordem". E conclui: "portanto, cabe a responsabilização do réu pelos crimes descritos na denúncia".
Fonte: O Globo