Medicamento já aprovado no Brasil mostrou benefício quando usado mais cedo no tratamento; pesquisadores também observaram aumento de infecções graves
Uma imunoterapia já disponível no Brasil apresentou resultados promissores no combate ao mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas da medula óssea. De acordo com um estudo internacional realizado em 24 países, o tratamento reduziu em 71% o risco de progressão da doença ou morte em pacientes que já haviam passado por tratamentos anteriores.
A pesquisa foi conduzida em 162 centros de saúde espalhados pelo mundo e contou com a participação de 593 pacientes diagnosticados com mieloma múltiplo recidivado ou refratário, quando a doença retorna após o tratamento ou deixa de responder às terapias convencionais.
Segundo os pesquisadores, os pacientes que receberam a imunoterapia apresentaram resultados significativamente melhores quando comparados aos que seguiram os tratamentos considerados padrão. Após 18 meses de acompanhamento, a taxa de sobrevida livre de progressão da doença foi de 69,8% entre os pacientes tratados com a nova abordagem, contra 26,9% no grupo de controle.
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Os especialistas destacam que o resultado reforça o potencial da imunoterapia para ser utilizada em fases mais precoces do tratamento. Até então, esse tipo de medicamento costumava ser reservado para pacientes que já haviam passado por diversas linhas terapêuticas.
O mieloma múltiplo é um câncer que afeta a produção de anticorpos pelo organismo e pode causar complicações como anemia, dores ósseas, insuficiência renal e maior vulnerabilidade a infecções. Apesar dos avanços da medicina, a recaída da doença ainda é considerada um dos principais desafios enfrentados pelos pacientes e médicos.
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Para especialistas, os novos resultados representam mais um passo importante na evolução dos tratamentos contra o câncer do sangue e podem ampliar as perspectivas de sobrevida e qualidade de vida para milhares de pacientes em todo o mundo.