Autoridades do país também disseram que qualquer ameaça de interferir no curso de água do Rio Indo seria considerado um "ato de guerra
"Navios da Marinha indiana realizaram com sucesso múltiplos disparos antinavio para revalidar e demonstrar a prontidão de plataformas, sistemas e tripulação para ataques ofensivos de precisão de longo alcance", anunciou força naval em uma publicação no X, sem revelar detalhes sobre os mísseis utilizados.
A crise entre dois dos países mais populosos do mundo (1º e 5º, respectivamente), ambos detentores de armas nucleares, foi aberta após um atentado terrorista no lado indiano da disputada região da Caxemira, aos pés do Himalaia e rica em recursos hídricos, que deixou 26 mortos. Nova Déli acusou o Islamabad de apoiar o "terrorismo transfronteiriço" e anunciou medidas punitivas, incluindo o rebaixamento das relações diplomáticas e a suspensão de um tratado crucial de compartilhamento de águas.
O Paquistão negou a acusação e, em retaliação, expulsou diplomatas indianos do país, fechou o espaço aéreo para companhias operadas ou de propriedade da Índia e interrompeu o comércio limitado entre as duas nações. Autoridades do país também disseram que qualquer ameaça de interferir no curso de água do Rio Indo seria considerado um "ato de guerra".
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Desde então, a tensão escalou. Soldados do Paquistão e da Índia trocaram tiros pela terceira noite consecutiva neste domingo. Nova Délhi anunciou que suas tropas "responderam efetivamente" a disparos iniciados pelas forças de Islamabad com "armas de pequeno porte" ao longo da Linha de Controle (LDC) que separa os dois países.
O Exército paquistanês, por sua vez, anunciou que matou 54 milicianos que tentaram cruzar a fronteira a partir do Afeganistão, na província de Jaiber Pakhtunkhua, entre sexta-feira e domingo, sugerindo que a incursão foi orquestrada pela Índia.
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"O grupo jihadista se infiltrou especificamente a mando de seus 'chefes estrangeiros' para realizar atividades terroristas", disse um comunicado emitido pelos militares paquistaneses. A ONU pediu moderação aos arquirrivais regionais, apelando para que resolvam suas diferenças de maneira pacífica. (Com Bloomberg e AFP).
Fonte: BBC