Protesto contra decreto federal paralisa atividades no porto privado e mobiliza governo, empresa e setor industrial
Manifestantes indígenas ocuparam, na última sexta-feira (20), o terminal privado da Cargill em Santarém, no Pará. A ocupação seguiu durante a noite deste sábado (21), mantendo as operações da empresa interrompidas, segundo comunicado oficial.
Imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que os indígenas chegaram ao local. A mobilização está relacionada à disputa envolvendo o governo federal e o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA). Os manifestantes afirmam que o protesto é uma reação ao Decreto 12.600 e defendem que “os rios não são corredores de exportação”, exigindo a revogação da medida.
Em nota, a Cargill declarou que a prioridade é garantir a segurança de funcionários, manifestantes e da comunidade local. A empresa afirmou ainda que espera que as partes envolvidas busquem diálogo para permitir a retomada segura das operações e assegurar o transporte de alimentos.
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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se posicionou contra a ocupação, classificando a ação como inaceitável. A entidade argumenta que uma empresa privada não deve ser alvo de protestos motivados por decisões de política pública que são de responsabilidade do Poder Executivo.
POSIÇÃO DO GOVERNO
Em nota enviada à Agência Brasil, a Secretaria-Geral da Presidência informou que acompanha a mobilização e que estão garantidas as condições técnicas para a criação de um grupo de trabalho interministerial. O objetivo é organizar e conduzir processos de consulta com participação de órgãos federais e representantes indígenas da região.
Segundo o governo, a formalização do grupo aguarda o aval das lideranças do movimento, que decidirão o momento adequado para avançar nas negociações.
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A ocupação mantém o impasse e amplia o debate sobre desenvolvimento econômico, direitos indígenas e uso dos recursos naturais na região amazônica.
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