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Infarto e parada cardíaca não são a mesma coisa: veja como identificar e agir
Foto: Divulgação

Enquanto o infarto costuma provocar dor no peito e mantém a pessoa consciente, a parada cardíaca causa perda de consciência e exige início imediato da massagem cardíaca

Infarto e parada cardíaca são frequentemente confundidos, mas representam situações diferentes e exigem respostas distintas. Saber reconhecer os sinais pode fazer diferença em uma emergência, principalmente quando uma pessoa sofre uma parada cardíaca fora do ambiente hospitalar.

 

No infarto, uma artéria que leva sangue ao coração fica bloqueada, reduzindo o fornecimento de oxigênio para parte do músculo cardíaco. Entre os sintomas mais comuns estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea e mal-estar. A pessoa geralmente permanece consciente e consegue pedir ajuda.

 

Já na parada cardíaca, o coração deixa de bombear sangue adequadamente. Em muitos casos, isso ocorre por uma alteração grave no ritmo elétrico do coração. A pessoa perde a consciência rapidamente, não responde aos chamados e deixa de respirar normalmente.

 

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O infarto pode provocar uma parada cardíaca, mas não é a única causa. Algumas paradas acontecem de forma súbita, sem que a vítima tenha apresentado sintomas evidentes antes.

 

Para identificar uma possível parada cardíaca, é importante observar três sinais principais: a pessoa perde a consciência, não responde quando é chamada ou tocada e não apresenta respiração normal.

 

Um detalhe pode confundir quem presencia a emergência. Nos primeiros instantes de uma parada cardíaca, a vítima pode apresentar uma respiração agônica, caracterizada por movimentos respiratórios irregulares, ruidosos ou semelhantes a um engasgo. Esse tipo de respiração não deve ser considerado normal.

 

Diante de uma pessoa inconsciente que não respira normalmente, a orientação é agir imediatamente, sem perder tempo tentando determinar exatamente qual foi a causa.

 

O primeiro passo é verificar se o local é seguro. Em seguida, chame a pessoa e toque em seus ombros para verificar se ela responde.

 

Se não houver resposta, peça ajuda e ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192. O celular pode permanecer no viva-voz para que o atendente oriente os procedimentos enquanto o socorro é encaminhado.

 

Também é importante verificar se existe um desfibrilador externo automático (DEA) disponível nas proximidades. O equipamento pode ser encontrado em alguns locais de grande circulação, como aeroportos, academias, estádios, shoppings e empresas.

 

Se a pessoa não estiver respirando normalmente, deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar. A vítima deve ser colocada de barriga para cima, preferencialmente sobre uma superfície firme.

 

As mãos devem ser posicionadas no centro do peito, na metade inferior do osso esterno. Uma mão fica sobre a outra, com os dedos entrelaçados.

 

As compressões devem ser fortes e rápidas, com profundidade de aproximadamente 5 a 6 centímetros e frequência de 100 a 120 compressões por minuto. É importante permitir que o peito retorne completamente à posição normal entre as compressões.

 

Para quem não possui treinamento em primeiros socorros, a recomendação é realizar apenas as compressões torácicas de forma contínua. Pessoas treinadas podem realizar a sequência de 30 compressões para duas ventilações.

 

A massagem deve continuar até a chegada do atendimento especializado, até que um DEA esteja pronto para ser utilizado ou até que a vítima volte a apresentar sinais claros de vida e respiração normal.

 

O cansaço pode dificultar as compressões. Quando houver outra pessoa capacitada para ajudar, é possível fazer o revezamento aproximadamente a cada dois minutos, reduzindo ao máximo o tempo sem compressões.

 

O DEA também pode ser utilizado por pessoas sem formação médica. Ao ser ligado, o aparelho fornece instruções por voz e analisa automaticamente o ritmo cardíaco. O equipamento só recomenda o choque quando identifica uma alteração compatível com a necessidade de desfibrilação.

 

Quando o aparelho solicitar que ninguém toque na vítima, todos devem se afastar para que o choque seja aplicado com segurança. Depois, as compressões devem ser retomadas conforme as instruções do equipamento.

 

O medo de causar uma fratura durante a massagem cardíaca é comum, mas não deve impedir o atendimento. Em uma parada cardíaca, a prioridade é restabelecer a circulação o mais rápido possível.

 

Entre adultos, doenças que afetam as artérias do coração estão entre as principais causas de parada cardíaca. O risco também pode aumentar em pessoas que fumam, têm pressão alta, diabetes ou colesterol elevado, levam uma vida sedentária ou já apresentam doenças cardíacas.

 

O uso de cocaína e outras drogas estimulantes também pode provocar alterações cardiovasculares graves e desencadear uma parada cardíaca.

 

Em crianças, jovens e atletas, algumas ocorrências podem estar relacionadas a doenças cardíacas que ainda não foram diagnosticadas, incluindo alterações do músculo cardíaco e determinadas arritmias hereditárias.

 

Desmaios durante exercícios físicos, palpitações acompanhadas de tontura ou desmaio e histórico familiar de morte súbita antes dos 50 anos são sinais que merecem avaliação médica.

 

As consequências de uma parada cardíaca dependem, entre outros fatores, do tempo em que o cérebro permanece sem receber oxigênio. Algumas vítimas conseguem se recuperar completamente, enquanto outras podem apresentar alterações neurológicas, como problemas de memória, fala ou movimentos.

 

Após sobreviver a uma parada cardíaca, a pessoa normalmente passa por uma investigação para identificar a causa do episódio. Dependendo do diagnóstico, pode haver indicação de tratamentos específicos, incluindo o uso de um cardiodesfibrilador implantável em alguns pacientes.

 

O treinamento em primeiros socorros pode ajudar a população a reconhecer rapidamente uma parada cardíaca e iniciar o atendimento até a chegada do serviço de emergência. Organizações como Cruz Vermelha, Corpo de Bombeiros, SAMU e sociedades médicas promovem cursos e capacitações.

 

A maioria das paradas cardíacas que acontecem fora dos hospitais ocorre em ambientes residenciais. Por isso, conhecer os sinais e saber iniciar uma reanimação pode ser decisivo enquanto o atendimento profissional não chega.

 

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Em qualquer situação em que uma pessoa esteja inconsciente e não respire normalmente, o mais importante é acionar o SAMU pelo 192 e seguir as orientações do atendente. 

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