Especialista alerta que a pielonefrite pode provocar febre alta, internação e até perda da função renal quando não tratada corretamente.
A infecção urinária, problema comum principalmente entre as mulheres, pode evoluir para um quadro grave e atingir os rins quando não recebe tratamento adequado. A condição, conhecida como pielonefrite, exige atenção médica rápida e pode causar complicações sérias, incluindo internação hospitalar e comprometimento da função renal.
Segundo o nefrologista Victor Jordão, a pielonefrite é uma infecção renal provocada, na maioria das vezes, por bactérias que saem das vias urinárias inferiores e chegam até os rins.
De acordo com o especialista, a principal diferença entre a infecção urinária simples e a pielonefrite está na intensidade dos sintomas e na área afetada. Enquanto a cistite atinge apenas a bexiga e costuma provocar ardência ao urinar e desconforto abdominal, a infecção renal pode causar febre alta, fortes dores lombares e mal-estar generalizado.
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O médico explica que as bactérias normalmente presentes no intestino podem alcançar a uretra, atingir a bexiga e, posteriormente, subir até os rins. Alguns hábitos favorecem esse processo, como beber pouca água, segurar a urina por longos períodos, manter relações sexuais sem os devidos cuidados e o uso frequente de duchas íntimas.
Segundo Victor Jordão, a baixa ingestão de água reduz a frequência urinária, facilitando a multiplicação das bactérias no organismo. Já o hábito de evitar ir ao banheiro permite que os microrganismos permaneçam mais tempo no trato urinário.
Os principais sinais de alerta da pielonefrite incluem febre alta, dor intensa na região lombar, fraqueza e piora do estado geral. Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Alguns grupos possuem maior risco de desenvolver a doença, entre eles gestantes, idosos, pessoas diabéticas e pacientes com baixa imunidade. As mulheres também são mais vulneráveis devido às características anatômicas do trato urinário.
O uso inadequado de antibióticos também preocupa os especialistas. Segundo o nefrologista, a automedicação pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes, dificultando o tratamento e aumentando os riscos de complicações.
Quando não tratada corretamente, a pielonefrite pode provocar infecções recorrentes, causar cicatrizes nos rins e até comprometer a função renal ao longo do tempo.
O diagnóstico é feito principalmente por exames laboratoriais, incluindo exame de urina e urocultura, que identifica a bactéria responsável pela infecção e aponta qual antibiótico é mais eficaz para o tratamento.
Os casos mais leves podem ser tratados com antibióticos orais, mas situações mais graves exigem internação e medicação intravenosa, especialmente quando o paciente apresenta vômitos, dor intensa ou dificuldade para ingerir líquidos.
Para prevenir infecções urinárias recorrentes, especialistas recomendam hábitos simples no dia a dia, como aumentar o consumo de água, evitar segurar a urina, urinar antes e após relações sexuais e não utilizar duchas íntimas em excesso.
O médico também reforça que beber água ajuda na prevenção, mas não substitui o tratamento medicamentoso em casos de infecção já instalada.
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destacou que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar danos permanentes aos rins e preservar a saúde do paciente.