Índice acumula avanço de 3,81% em 12 meses e permanece dentro do intervalo da meta definida para o país
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma aceleração em relação a janeiro, quando o índice havia subido 0,33%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chega a 3,81%, acima do centro da meta estabelecida para o país (3%), mas ainda dentro do limite máximo permitido, de 4,5%.
No acumulado de 2026 até agora, considerando os meses de janeiro e fevereiro, a inflação soma 1,03%. No mesmo período do ano passado, o índice havia registrado 1,31%.
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A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
COMO FUNCIONA O IPCA
O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE e é considerado o principal indicador de inflação do país. O índice é utilizado pelo Banco Central do Brasil como referência para decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O indicador mede a variação mensal de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias, comparando os valores com os do mês anterior. A pesquisa abrange cerca de 90% da população que vive em áreas urbanas do país.
Entre os itens avaliados estão categorias como alimentação, transporte, habitação, saúde, educação, vestuário, comunicação, despesas pessoais e artigos de residência.
EDUCAÇÃO E TRANSPORTES PRESSIONAM ÍNDICE
Entre os grupos pesquisados, educação foi o que apresentou a maior variação, com alta de 5,21%. O aumento teve impacto de 0,31 ponto percentual no resultado do mês, representando 44% da inflação registrada em fevereiro.
Segundo o IBGE, a principal razão para a elevação foram os reajustes típicos do início do ano letivo. Dentro do grupo, os maiores aumentos foram observados em:
ensino médio: 8,19%
ensino fundamental: 8,11%
pré-escola: 7,48%
O grupo transportes também teve influência significativa no resultado, com aumento de 0,74%. Entre os principais itens que puxaram a alta estão:
passagens aéreas: 11,40%
seguro voluntário de veículos: 5,62%
conserto de automóvel: 1,22%
ônibus urbano: 1,14%
VARIAÇÃO POR GRUPOS
De acordo com o levantamento do IBGE, todos os nove grupos pesquisados apresentaram aumento de preços em fevereiro. As variações foram:
Alimentação e bebidas: 0,26%
Habitação: 0,30%
Artigos de residência: 0,13%
Vestuário: 0,16%
Transportes: 0,74%
Saúde e cuidados pessoais: 0,59%
Despesas pessoais: 0,33%
Educação: 5,21%
Comunicação: 0,15%
Os dados reforçam o cenário de pressão moderada sobre os preços, mantendo a inflação ainda dentro do intervalo da meta definida para a economia brasileira.