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Inflação sobe 0,43% em abril ante 0,56% em março, com altas de remédios e alimentos, diz IBGE
Foto: Reprodução

Dados do IPCA foram divulgados nesta sexta-feira. Em 12 meses, índice acumula alta de 5,53%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC)

 A inflação desacelerou em abril, informou nesta sexta-feira o IBGE.O IPCA, índice oficial de inflação do país, ficou em 0,43% em abril, ante uma alta de 0,56% em março, puxado por aumentos nos preços dos remédios e dos alimentos, embora a inflação do último grupo tenha desacelerado perante o mês anterior.

 

O resultado de abril ficou perto do esperado. As projeções de analistas captadas em pesquisa do jornal Valor apontava para uma alta de 0,42% em abril.

 

Segundo o IBGE, foi a maior alta para os meses de abril desde 2023, quando o índice subiu 0,61%.

 

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No acumulado em 12 meses, o IPCA registrou alta de 5,53% em abril, acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

 

Com o ciclo de alta da Selic – a taxa básica de juros, que subiu 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano – chegando perto do fim, como sinalizou o próprio Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) na quarta-feira, a expectativa agora é que, finalmente, os preços comecem a ceder.

 

Nos últimos meses, o encarecimento dos alimentos e dos serviços vem preocupando. A inflação de serviços estava quase em 6%, no acumulado em 12 meses. As projeções de analistas de mercado, conforme a edição mais recente do Boletim Focus, do BC, apontam para uma alta de 5,5% no IPCA deste ano, acima da meta de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

 

GUERRA COMERCIAL MUDA CENÁRIO


Agora, espera-se que o esfriamento da demanda provocado pelas condições financeiras mais restritivas reduza as pressões por reajustes nos preços. E esse esfriamento poderá ganhar mais intensidade por causa da guerra comercial deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como descreveu o Copom no comunicado após o fim da reunião na quarta-feira.

 

O tarifaço espalhou incertezas entre empresas e consumidores, o que tende a desacelerar a economia e, assim, aliviar as pressões inflacionárias – pelo menos fora dos EUA, onde tarifas de importação mais altas deverão resultar em reajustes de preços no curto prazo.

 

E parte desse choque poderá resultar em alívios justamente em itens que têm sido vilões da inflação. Ao descrever o “balanço de riscos” para a inflação, o comunicado do Copom incluiu, entre os vetores a segurar os preços, uma queda nas cotações das commodities, diante da perspectiva de desaceleração da economia global.

 

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Dependendo da intensidade, esse movimento poderia tirar a pressão dos preços dos alimentos, que dependem das cotações das matérias-primas agrícolas, e dos combustíveis. Desde que Trump anunciou o tarifaço, as cotações do petróleo vêm caindo, e a Petrobras já reduziu os preços do diesel nas refinarias três vezes recentemente.

 

Fonte: O Globo

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