No mês, índice desacelera para 0,26%. Alimentos têm deflação pela primeira fez em 10 meses
A inflação registrou 5,35% no acumulado em 12 meses até junho, descumprindo pela primeira vez a meta contínua, e vindo acima dos 5,31% projetados pelo mercado. Na variação mensal, o índice desacelerou para 0,24%, após alta de 0,26% em maio, levemente acima da expectativa de analistas, que projetavam 0,20%.
O preço dos alimentos, que já havia começado a dar folga no mês anterior, foi um dos principais responsáveis pelo alívio em junho. No entanto, uma alta na energia elétrica impediu uma maior desaceleração no índice. Os resultados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.
No modelo de meta contínua, é considerado que a meta foi descumprida se a inflação acumulada em 12 meses ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses seguidos. A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, ou seja, piso de 1,5% e teto de 4,5%.
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Como a nova sistemática começou a valer em janeiro de 2025, quando a inflação em 12 meses já chegava a 4,56%, o resultado de junho marca o sexto mês consecutivo fora do limite. Com isso, será também a segunda vez que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, terá que escrever carta para justificar o índice fora da meta.

Isso porque, até o ano passado, a meta da inflação era averiguada ao fim de cada ano-calendário. Se no resultado de dezembro o índice em 12 meses estivesse acima do limite estabelecido, o BC tinha a obrigação formal de redigir carta explicando os motivos e informando quais medidas estavam sendo tomadas. Foi o que aconteceu quando saíram os resultados do IPCA de 2024 e Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, teve que escrever sua primeira carta.
ALIMENTAÇÃO EM DEFLAÇÃO
Na variação mensal de junho, o grupo de alimentação e bebidas registrou a primeira deflação em 10 meses, com queda 0,18%. Só a alimentação em domicílio saiu de 0,02% em maio para recuo de 0,43%. As principais quedas foram nos preços do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). Já o tomate voltou a ver seu preço subir (3,25%).
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"Se tirássemos os alimentos do cálculo do IPCA, a inflação do mês seria de 0,36%", explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
A queda de 0,34% no preço da gasolina também ajudou a puxar o índice para baixo, com recuo de 0,42% nos combustíveis.
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Já pelo lado das altas, o resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que registrou aumento de 2,96%, representando o item de maior impacto individual no índice.
Fonte:O Globo