Colisão na Avenida Faria Lima deixou feridos e levou o caso a ser tratado como tentativa de homicídio por dolo eventual.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou o influenciador digital Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como “Gato Preto”, por quatro crimes relacionados ao grave acidente ocorrido em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste da capital paulista. A investigação é conduzida pelo 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi.
Segundo a polícia, o influenciador responderá por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente, condução de veículo sob efeito de álcool ou substância psicoativa e alteração da cena do sinistro.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o Porsche dirigido por Samuel avançou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu um Hyundai HB20, onde estavam um pai e seu filho. Com o impacto, o passageiro, um jovem de 20 anos, sofreu ferimentos graves, incluindo fratura na mandíbula.
Veja também

Lula comemora indicações de filme brasileiro ao Oscar 2026: 'Wagner moura tem o molho'
Após a colisão, o pai da vítima afirmou ter sido ameaçado pelo influenciador. “Ele disse que ia me bater”, relatou em entrevista à TV Globo. Acompanhado da influenciadora Bia Miranda, Gato Preto deixou o local sem prestar socorro. Posteriormente, alegou que fugiu por se sentir intimidado por pessoas que filmavam a ocorrência.
O influenciador foi localizado horas depois em seu apartamento e se recusou a realizar o teste do bafômetro. No entanto, exames toxicológicos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a presença de álcool e substâncias ilícitas em seu organismo no momento do acidente.
Diante dos elementos reunidos, o Ministério Público de São Paulo solicitou o aumento da gravidade da acusação, pedido que foi aceito pelo Judiciário. O caso passou a ser tratado como tentativa de homicídio, na modalidade de dolo eventual, e será analisado pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A Justiça também negou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em segredo de Justiça, mantendo a investigação e os desdobramentos sob acompanhamento público.