Após cerca de 24 horas detida no Egito, Malévola Alves foi liberada mediante fiança e tem retorno ao Brasil previsto para esta quinta-feira (22), mas ainda poderá responder às acusações na Justiça egípcia.
A influenciadora Malévola Alves tem previsão de retornar ao Brasil na noite desta quinta-feira (22). Segundo o advogado Jonatha Carvalho Matos, que representa a criadora de conteúdo, ela e as brasileiras que a acompanhavam na viagem devem desembarcar no país por volta das 22h30.
Malévola e a amiga Bruna Mercatelli foram detidas pelas autoridades egípcias na terça-feira (20), após gravarem vídeos para as redes sociais em espaços públicos. Segundo as acusações, as gravações envolveriam comportamentos de conotação sexual e situações de assédio a pessoas que passavam pelo local.
As brasileiras foram liberadas na quarta-feira (21), depois de permanecerem cerca de 24 horas em uma delegacia. A soltura ocorreu mediante o pagamento de fiança de aproximadamente R$ 10 mil.
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INFLUENCIADORA FOI ACUSADA DE TRÊS INFRAÇÕES NO EGITO
De acordo com as informações divulgadas, as brasileiras foram acusadas de três delitos: atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes.
Conforme explicou o advogado Jonatha Carvalho Matos, a acusação de assédio pode resultar em pena de dois a quatro anos de prisão, multa entre 100 mil e 200 mil libras egípcias aproximadamente R$ 9 mil a R$ 18 mil ou aplicação conjunta das duas sanções.
O advogado ressaltou que a legislação egípcia permite que o juiz determine apenas o pagamento de multa, somente a prisão ou ambas as penalidades, dependendo da decisão judicial.
MALÉVOLA AINDA PODE RESPONDER À JUSTIÇA EGÍPCIA
Mesmo com o retorno ao Brasil, a influenciadora ainda poderá responder criminalmente perante a Justiça do Egito e, eventualmente, ser condenada conforme a legislação local.
A Constituição Federal brasileira impede a extradição de cidadãos brasileiros natos. No entanto, segundo as informações apresentadas pelo advogado, a Lei de Migração prevê mecanismos que podem permitir o cumprimento de pena no Brasil em determinadas circunstâncias.
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O desfecho do caso dependerá dos procedimentos adotados pelas autoridades egípcias e de eventuais medidas jurídicas relacionadas às acusações contra a influenciadora.