Comandada por André Lima, secretário do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, proposta oferece capacitação e troca de experiências com especialistas
Foi lançada oficialmente, na última sexta-feira (30), em Piracicaba (SP), a primeira Rede Brasileira de Líderes pelo Desmatamento Zero (ReDez), iniciativa que promove formação multissetorial aos participantes, com foco em políticas públicas e outros dispositivos para viabilizar o desmatamento zero até 2030. Meta é formar ao menos 1.000 líderes até o final desta década.
A ReDez foi idealizada pelo atual secretário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, e pelo Centro de Aprendizagem e Cultura do Imaflora (Cacuí).
A formação tem duração de oito meses e conta com 86 horas de aulas, em encontros semanais virtuais síncronos, ministradas por 34 facilitadores, entre eles grandes nomes no combate ao desmatamento na Amazônia, como a ministra Marina Silva, o ex-diretor do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento de Queimadas do MMA, professor Raoni Rajão, a especialista em política climática do Observatório do Clima, Suely Araujo, e o próprio André Lima.
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Apesar de ter sido lançada oficialmente somente nesta sexta-feira, a iniciativa já formou, desde 2024, 270 líderes. “Nosso objetivo é reunir uma diversidade de experiências em inteligência já aplicadas nos setores público e privado, abrangendo várias esferas e localidades.
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Foto: Reprodução
Ao conectar líderes com reconhecida atuação nessa pauta, criamos uma oportunidade única de gerar novas ideias e projetos, além de promover uma valiosa troca de experiências e informações. Nossa meta comum é impulsionar o desenvolvimento do Brasil sem desmatamento em todos os biomas, começando pela Amazônia”, explica Lima.
A ((o))eco, Lima explicou que a iniciativa busca o desmatamento total zero, incluindo o ilegal, ao contrário do conceito hoje trabalhado dentro do governo federal de “desmatamento líquido” zero, no qual o desmatamento legal ainda é considerado como possível, mas há um “balanço” entre o que é desmatamento e o que é regenerado.
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“Estamos falando de todo desmatamento […] Há várias iniciativas mostrando que é possível se desenvolver sem derrubar floresta, é possível se desenvolver plantando floresta. Então, o conceito, a ideia do desmatamento zero é a ideia de canalizar investimentos para reflorestar, para substituir o desmatamento por outro tipo de produção, para a governança pública de monitoramento e controle do desmatamento, para a governança pelo ordenamento territorial. É todo um movimento que envolve poder público federal, estados, municípios, setor privado, setor judiciário, setor legislativo e setor executivo”, diz Lima.
Fonte: O Eco