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Injeção semestral contra o HIV ainda não tem previsão para chegar ao SUS, três meses após aprovação
Foto: AP via Business Wire

Fabricante protocolou pedido de precificação em março. Prazo de resposta vai até 3 de junho. Mesmo com o preço definido, a incorporação ao sistema público dependerá de avaliação da Conitec — e o custo elevado torna o processo incerto

Três meses após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a injeção semestral de prevenção ao HIV ainda não tem previsão para ser incorporada ao Sistema Único de Saúde.

 

O medicamento, conhecido como lenacapavir, é considerado uma das principais inovações no combate ao vírus por permitir proteção com apenas duas aplicações por ano. A tecnologia foi autorizada no Brasil em janeiro e pode ser usada como profilaxia pré-exposição, estratégia voltada a pessoas que não têm HIV, mas apresentam risco de infecção.

 

Apesar do avanço científico, a oferta na rede pública depende de etapas adicionais. Após o registro sanitário, o remédio ainda precisa ter o preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por analisar custo-benefício antes da liberação.

 

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O principal entrave apontado por especialistas e autoridades é o alto custo. O valor elevado e questões relacionadas a patentes dificultam negociações para inclusão no SUS, o que pode limitar o acesso da população à nova tecnologia.

 

A injeção tem sido vista como uma alternativa mais prática em relação à profilaxia oral diária, que exige o uso contínuo de comprimidos. A aplicação semestral pode aumentar a adesão ao tratamento e reduzir abandonos, especialmente entre populações mais vulneráveis.

 

Prep oral disponibilizada pelo Ministério da Saúde. — Foto: Ministério da Saúde

Prep oral disponibilizada pelo Ministério da Saúde. (Foto: Ministério da Saúde)

 

Mesmo com eficácia elevada comprovada em estudos clínicos, a implementação ainda depende de decisões econômicas e regulatórias. Especialistas destacam que a aprovação pela Anvisa representa apenas a primeira etapa de um processo mais longo até que o medicamento esteja disponível gratuitamente no sistema público de saúde.

 

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O cenário indica que, embora o Brasil tenha avançado na autorização de novas tecnologias de prevenção ao HIV, a incorporação ao SUS segue condicionada a negociações de preço e viabilidade, sem prazo definido para acontecer. 

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