Estrutura feita com materiais de origem natural prendeu partículas que iam de centenas de nanômetros a fragmentos de vários milímetros em testes de laboratório; tecnologia ainda precisa ser avaliada em larga escala
Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram uma estrutura inspirada em algas marinhas capaz de capturar partículas de plástico de diferentes tamanhos presentes na água. Em testes de laboratório, a tecnologia conseguiu reter desde partículas microscópicas, de centenas de nanômetros, até fragmentos com vários milímetros.
A chamada “rede” apresentou 92% de eficiência na remoção de microplásticos durante os experimentos. O dispositivo também funcionou tanto em água doce quanto salgada, aumentando o potencial de aplicação em rios, represas, regiões costeiras e oceanos contaminados.
A estrutura possui duas camadas que atuam de maneiras diferentes. A primeira funciona como uma espécie de peneira, prendendo os fragmentos maiores. Já a camada externa é formada por fibras extremamente finas e ramificadas, capazes de fazer com que partículas menores fiquem aderidas à superfície.
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A ideia surgiu a partir da observação de estruturas naturais formadas por algas e das chamadas “bolas de Netuno”, que conseguem acumular resíduos plásticos no ambiente marinho. Para testar a eficiência da tecnologia, os pesquisadores utilizaram tanto partículas produzidas em laboratório quanto microplásticos encontrados em uma praia do Havaí.
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Maioria dos microplásticos são invisíveis a olho nu.
(Foto: Adobe Stock)
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Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda precisa passar por testes em maior escala antes de ser utilizada no combate à poluição dos oceanos. Os pesquisadores destacam que a malha é produzida com materiais naturais e de baixo custo e estudam maneiras de recolher e reprocessar a estrutura após o uso, inclusive com auxílio de microrganismos capazes de degradar parte do plástico capturado.