O substituto de Lupi, aliás, já era seu número dois, também é do PDT e foi deputado até 2023, mas é visto pela bancada como uma indicação pessoal de Lula
A decisão foi oficializada após uma reunião entre deputados da legenda com o líder na Câmara, Mário Heringer (MG), do ex-candidato à presidência Ciro Gomes, que tem feito oposição ao governo Lula desde a posse, e do próprio Lupi.
Mas fora o agora ex-ministros, todos os cargos relevantes da Previdência continuam sob o comando do PDT – a começar pelo ex-chefe de gabinete de Lupi, Marcelo de Oliveira Panella, que também é tesoureiro do partido e continua na função na gestão de Wolney Queiroz. O substituto de Lupi, aliás, já era seu número dois, também é do PDT e foi deputado até 2023, mas é visto pela bancada como uma indicação pessoal de Lula.
Panella é muito próximo a Lupi e trabalha com ele há décadas – não à toa, está à frente das finanças do PDT. Além de se manter na chefia de gabinete, função que lhe garante remuneração de R$ 14,5 mil, ele é presidente do Conselho Fiscal da Brasilprev, a divisão de previdência privada do Banco do Brasil, onde ganha mais R$7.280,00 mensais.
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Como publicamos no blog, dirigentes sindicais ouvidos pela equipe da coluna na semana passada relataram ter sido abordados entre março e abril por um advogado indicado por Panella, que teria exigido a contratação de uma consultoria como condição para a inclusão das entidades no cadastro de autorizadas pelo INSS a fazer os descontos. Ele nega.
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Foto: Reprodução
Lupi pediu demissão na última sexta-feira (2) após forte pressão do governo. Nos bastidores, o entorno do presidente Lula fez circular a avaliação de que, embora o então ministro não seja alvo das investigações até o momento, tanto a revelação de que sua gestão demorou a reagir às denúncias de descontos ilegais quanto sua comunicação errática após a divulgação do escândalo tornaram sua permanência no cargo insustentável.
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Lupi é presidente do PDT desde 2004, quando sucedeu o fundador da legenda, Leonel Brizola, morto no mesmo ano. O partido tem 17 deputados e vinha apoiando a agenda do Palácio do Planalto na Casa sem solavancos comparado às demais siglas da fragmentada base do governo. Heringer anunciou na última terça que a bancada não faria oposição a Lula, mas atuaria de forma independente.
Fonte: O Globo