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INSS: Haddad diz que governo avalia se dinheiro bloqueado de associações será suficiente para cobrir fraudes
Foto: Reprodução

Governo pediu bloqueio de R$ 2,56 bilhões de 12 entidades suspeitas; ministro disse que recursos serão suficientes para começar a cobrir ressarcimentos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o governo ainda avalia se os recursos bloqueados de associações ligadas às fraudes do INSS vão ser suficientes para ressarcir os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos. Na quinta-feira, o governo pediu à Justiça o bloqueio de bens e quebra de sigilo de 12 entidades associativas no valor de R$ 2,56 bilhões.

 

— Nós vamos fazer um balanço dessas iniciativas que a Advocacia-Geral da União e Controladoria Geral da União (CGU) estão tomando para fazer com que quem pague a conta é quem cometeu o abuso — afirmou o ministros à jornalistas, acrescentando que os bloqueios devem ser suficientes para o ressarcimento inicial das vítimas. — Parece que há quantidade de dinheiro disponível dessas associações para começar o ressarcimento de quem foi prejudicado.

 

Ao ser questionado sobre como entrarão no arcabouço fiscal eventuais gastos do governo com ressarcimentos, ele evitou uma resposta direta e reforçou que o objetivo é responsabilizar financeiramente as entidades envolvidas.

 

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— Vamos avaliar passo a passo. A prioridade é que os prejudicados sejam reparados com os valores já bloqueados — afirmou, repetindo depois o discurso do governo de que as associações foram "desmascaradas" pelo governo do presidente Lula.

 

O ministro participou, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, de evento sobre a calculadora ReVar, ferramenta desenvolvida em parceria com Receita Federal, que automatiza o cálculo do Imposto de Renda sobre operações de renda variável. Segundo o ministro, a tecnologia representa um avanço na digitalização da economia ao simplificar a prestação de contas ao Fisco.

 

— As pessoas ficavam inseguras de investir por medo de não saber declarar. Com a ferramenta, tudo fica automatizado. Inclusive a ideia é que, uma vez autorizada, a receita passe a incluir na declaração eletrônica, pré-preenchida, todos os ganhos que as pessoas têm ao investir nesse tipo de mercado. Isso vai permitir dar um salto de qualidade.

 

Em discurso ao lado de Robinson Barreirinhas, secretário Especial da Receita Federal, também participou do evento e de Gilson Finkelsztain, CEO da B3, o ministro acrescentou que o sistema vai fazer com que "muitos brasileiros" passem a considerar o investimento em renda variável.

 

INFLAÇÃO 'UM POUQUINHO' MELHOR


Em conversa com jornalistas, ele voltou a dizer que está “mais confiante” do que o mercado em relação à trajetória da inflação este ano, que deve ser mais favorável ao fim de 2025. Segundo ele, o resultado de 0,43% do IPCA de abril, divulgado mais cedo pelo IBGE, veio “dentro do esperado”.

 

Haddad disse que prevê uma inflação menor do que a projetada pelo Boletim Focus. No relatório desta semana, os analistas ouvidos pelo Banco Central projetam que o IPCA irá encerrar o ano em 5,53%, acima do teto da meta de 4,5%.

 

— O IPCA (divulgado hoje) está em linha com o que estava projetado. Eu estou confiante que nós vamos terminar o ano um pouquinho melhor do que as previsões. E o ano que vem numa situação mais confortável — afirmou o ministro.

 

Depois do Banco Central decidir, esta semana, elevar as taxas de juros para 14,75%, maior patamar em 19 anos, o ministro disse que é “o mandato do BC é reduzir a inflação”. No comunicado, o Copom citou a instabilidade do cenário externo com um fator que pesou na decisão.

 

— Nós tivemos aí um ano difícil no mundo, com turbulências causadas pelos países mais ricos e essas turbulências estão sendo enfrentadas no mundo inteiro. — afirmou Haddad, ao ser questionado sobre a decisão do Copom. — Cada país está enfrentando a sua maneira. O que eu entendo é que o Brasil está bem posicionado para enfrentar essa turbulência

 

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Durante a tarde, ele segue em agenda em São Paulo com encontro com banqueiros. Além de Isaac Sidney, presidente Federação Brasileira de Bancos (Febraban), participam Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco; Marcelo Noronha, presidente do Bradesco; Mario Leão, presidente do Santander Brasil; e André Esteves, Chairman do BTG Pactual. Segundo o ministro, a reunião foi um pedido dos banqueiros, mas ele não informou quais serão os temas do encontro. 

 

Fonte: O Globo

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