Segundo a empresa, ferramenta foi mais de duas vezes mais precisa que médicos generalistas ao analisar mais de 300 casos complexos; próximo teste será na triagem de pacientes em pronto-socorro
A Microsoft anunciou resultados promissores de uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar no diagnóstico de doenças. Em testes com casos médicos complexos, o sistema alcançou precisão superior à de médicos generalistas, chegando a mais que o dobro do desempenho dos profissionais que utilizaram livros e pesquisas na internet para chegar aos diagnósticos.
A tecnologia, chamada MAI-DxO, funciona como uma equipe médica virtual coordenada por inteligência artificial. Em vez de analisar todas as informações de uma só vez, o sistema avalia os dados gradualmente, formula hipóteses, identifica quais perguntas precisam ser feitas e determina quais exames podem ajudar a esclarecer o quadro clínico.
Em uma avaliação com 304 casos complexos publicados em uma revista médica especializada, a ferramenta acertou 83% dos diagnósticos. Já os médicos participantes tiveram uma taxa de acerto de 36% quando puderam consultar materiais de referência. Sem esses recursos, o desempenho dos profissionais foi ainda menor, de 22%.
Veja também

Meta é condenada a pagar US$ 2,5 bilhões em processo sobre privacidade de dados
Google vai pagar consumidores que reduzirem o uso de energia para aliviar a demanda dos data centers
O sistema também foi avaliado com registros de atendimentos mais comuns em serviços de emergência. Nesse cenário, a inteligência artificial acertou 80% dos diagnósticos, enquanto os médicos alcançaram uma média de 47%. Os pesquisadores observaram ainda que a ferramenta conseguiu propor investigações clínicas com custos menores em determinadas avaliações, selecionando exames de forma mais eficiente.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar dos resultados, a tecnologia ainda não está pronta para substituir médicos no atendimento aos pacientes. Os testes foram realizados com casos previamente registrados, e o desempenho em situações reais precisa ser avaliado. A Microsoft planeja realizar estudos em parceria com um hospital de Boston, nos Estados Unidos, para verificar como a ferramenta pode auxiliar as equipes médicas na prática clínica.