Nas últimas semanas, a relação de muitos usuários com a inteligência artificial mudou de patamar. O que antes era apenas ferramenta de consulta ou apoio à escrita agora começa a assumir o papel de agente autônomo, capaz de executar tarefas complexas na internet — inclusive programar por conta própria.
A experiência envolve duas frentes: a migração do uso do ChatGPT para o Claude, desenvolvido pela Anthropic, e a instalação do OpenClaw, um agente autônomo que atua diretamente no computador do usuário.
Diferente dos assistentes tradicionais, o OpenClaw não é uma ferramenta simples. Exige conhecimento técnico, instalação manual e cuidados extras com segurança. Por ter acesso amplo ao sistema, o ideal é que seja instalado em uma máquina isolada, sem acesso a e-mails, contas bancárias ou arquivos pessoais sensíveis.
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Um dos pontos mais impressionantes dessa nova geração de ferramentas é a capacidade de escrever código a partir de comandos em linguagem natural. Ou seja, o usuário descreve o que deseja, e a inteligência artificial cria o programa necessário.
No caso do OpenClaw, ele depende de “skills” — pequenos programas que ensinam ao agente como executar tarefas específicas. É possível, por exemplo, configurar o sistema para acompanhar o mercado de criptomoedas automaticamente ou organizar grandes volumes de dados pessoais.
A novidade é que o próprio Claude pode desenvolver esses “skills”, mesmo para quem não domina linguagens como JavaScript ou Python. Em um dos testes, o agente identificou falhas no código, sugeriu melhorias e reescreveu o programa para torná-lo mais eficiente, reduzindo o uso excessivo de recursos de IA.
Apesar do avanço, especialistas alertam que a tecnologia ainda não está pronta para uso amplo e irrestrito. Ferramentas autônomas apresentam riscos, especialmente em relação à segurança de dados e à execução de tarefas sensíveis. Ainda assim, o cenário aponta para uma transformação significativa: a possibilidade de qualquer pessoa criar sistemas personalizados sem precisar dominar programação avançada.
O que antes exigia conhecimento técnico especializado agora pode ser feito com instruções simples em linguagem natural. Agentes capazes de navegar na internet, escrever sistemas e executar tarefas específicas já são realidade — ainda que em fase experimental.
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A avaliação é que o mundo digital entrou em um novo estágio. Se esses agentes evoluírem com mais segurança e estabilidade, o impacto pode ir além da tecnologia e alcançar o cotidiano físico das pessoas. A inteligência artificial deixou de ser apenas assistente. Aos poucos, começa a agir como executora. E isso pode redesenhar a forma como trabalhamos, criamos e interagimos com o mundo digital.