Tecnologia analisou quase 100 mil exames e conseguiu distinguir mulheres com hipertensão, doença coronariana e histórico de AVC; pesquisadores esperam ampliar aplicação da ferramenta
Uma nova pesquisa aponta que a inteligência artificial pode transformar a mamografia em uma ferramenta capaz de identificar não apenas alterações nas mamas, mas também sinais relacionados ao risco de doenças cardiovasculares. A tecnologia foi utilizada para analisar exames de rotina e encontrar padrões associados a problemas que podem afetar o coração.
O estudo analisou quase 100 mil mamografias de cerca de 30 mil mulheres. O sistema foi treinado para reconhecer sinais ligados a condições como pressão alta, doença coronariana e acidente vascular cerebral (AVC). Os resultados indicaram que a inteligência artificial conseguiu identificar esses riscos com índices considerados promissores pelos pesquisadores.
A tecnologia utiliza informações que já aparecem nas imagens da mamografia, sem a necessidade de realizar um novo exame. Entre os sinais observados estão alterações nas artérias mamárias, que podem estar relacionadas ao endurecimento e ao acúmulo de cálcio nos vasos sanguíneos, fatores associados a um risco maior de problemas cardiovasculares.
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Os pesquisadores avaliam que a descoberta pode ajudar na identificação precoce de mulheres que apresentam maior risco cardiovascular. Como a mamografia já faz parte da rotina de prevenção do câncer de mama, a análise adicional poderia funcionar como um alerta para que essas pacientes sejam encaminhadas para uma avaliação médica mais detalhada.
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Apesar dos resultados, a inteligência artificial ainda não substitui exames específicos nem a avaliação de um médico. Especialistas destacam que são necessários novos estudos e validações antes que a tecnologia seja incorporada de forma ampla à prática clínica. A expectativa é que, no futuro, um único exame possa fornecer informações importantes tanto para a saúde das mamas quanto para a prevenção de doenças do coração.