Quase a metade das pequenas e médias empresas do país pretende usar ou já IA, segundo pesquisa, e EXTRA traz dicas
Quase a metade (47%) das pequenas e médias empresas brasileiras pretende usar ou já utiliza a inteligência artificial (IA), segundo uma pesquisa feita pela datatech Serasa Experian. A oportunidade de melhorar processos, o atendimento aos clientes e outras frentes virou pauta no universo de negócios, principalmente nos últimos três anos. Apesar de a tecnologia ser usada em sistemas de reconhecimento facial ou na recomendação de rotas de trânsito em aplicativos antes disso, em 2022 o primeiro chatbot de IA generativa foi liberado ao público e ganhou o mundo.
— Esse subcampo da IA, a generativa, consegue processar um grande volume de informações e gerar novas respostas, muito parecidas com a de seres humanos. Não é preciso entender muito de tecnologia para usá-la — explica Rafael Coimbra, professor do MBA em Marketing e Inteligência em Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas.
Os chatbots deixaram claro que inteligência artificial não é assunto de empresas grandes apenas. O ChatGPT, da OpenAI, o Gemini, do Google, e o Copilot, da Microsoft, têm planos gratuitos. Nesta matéria, há um guia de possibilidades de uso da IA, inclusive para MEIs e microempresas.
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— A inteligência artificial pode ajudar os pequenos negócios a gerarem textos e imagens para redes sociais, identificarem áreas com ineficiência, promoverem melhorias operacionais e até desenvolverem produtos. Mas é preciso fazer bons “prompts” para isso — explica Mara Godoy, analista do Sebrae Rio.
“Prompts” são as perguntas e pedidos feitos à inteligência artificial. Clareza e detalhes nesses comandos possibilitam que a tecnologia devolva respostas mais profundas e adequadas a cada negócio. Também é recomendável informar à IA seu grau de conhecimento sobre o assunto, como “sou leigo”, ou “preciso das informações em linguagem simples”.
Mesmo com tantos cuidados, é preciso considerar que as ferramentas têm “alucinações”, como são chamados os resultados incorretos ou enganosos. Isso pode acontecer por coleta de dados insuficientes e até vieses nos dados coletados. Por isso, é importante revisar e verificar as respostas obtidas, e lembrar que a palavra final é sempre a humana.
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— Quem toma decisão é o empresário. A inteligência artificial pode ser um apoio gerando informações do mercado e dos concorrentes, pode organizar tarefas e permitir ser mais assertivo. Mas é importante, inclusive, que o empreendedor esteja capacitado, para reconhecer quando ela alucina — diz Samuel Barros, professor de Administração do Ibmec Rio.
Fonte: Extra