Com variadas aplicações, uso de IA se difunde e ajuda a racionalizar trânsito
O uso de inteligência artificial (IA) na mobilidade urbana começa a se expandir no Brasil, com soluções que vão de semáforos inteligentes a sistemas integrados de gestão do trânsito. A tecnologia já ajuda a reduzir congestionamentos, aumentar a previsibilidade do transporte e agilizar respostas a ocorrências. Apesar do custo elevado dos equipamentos e da necessidade de mão de obra especializada, a expectativa é que a IA se torne cada vez mais presente nos próximos anos.
A principal vantagem da IA é processar grandes volumes de dados com rapidez e precisão. Câmeras de monitoramento podem detectar acidentes, enguiços e o fluxo de veículos, oferecendo informações que auxiliam decisões estratégicas sobre trânsito e transporte público. A tecnologia consegue identificar detalhes que passam despercebidos ao olho humano, como o intervalo entre veículos e o tipo de automóvel que circula em determinada via.
Em Manaus, desde 2024, empresas de ônibus utilizam IA para otimizar rotas e horários. O sistema cruza dados de GPS, bilhetagem eletrônica e câmeras nos terminais, permitindo identificar viagens vazias e reforçar linhas com alta demanda. A implementação já reduziu custos operacionais em 15%, gerando economia de R$ 4,32 milhões, além de melhorar a experiência dos passageiros e evitar atrasos.
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No transporte ferroviário, a IA também marca presença. A ViaQuatro, operadora de trens em São Paulo, oferece informações sobre lotação das composições em tempo real. Sensores na suspensão dos vagões e câmeras de monitoramento permitem avaliar a demanda de passageiros, ajudando a empresa a ajustar a oferta de trens e orientar os usuários sobre a melhor porta para embarque.
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Semáforos inteligentes em cidades como Manaus e Curitiba ajustam automaticamente o fluxo de trânsito com base em dados captados por câmeras e sensores. Em Manaus, onde 48% dos semáforos já operam com IA, o ganho de tempo para motoristas chega a 30%. Sistemas semelhantes em Pittsburgh, nos EUA, reduziram o tempo de espera nos cruzamentos em 40% e diminuíram 21% das emissões de carbono, mostrando o potencial da tecnologia para transformar a mobilidade urbana globalmente.