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Inteligência artificial usa vídeos e sons para monitorar espécies e ajudar a preservar a biodiversidade
Foto: Reprodução/123 Ecos

Avanços no mapeamento por satélite e câmeras inteligentes otimizam o combate ao desmatamento e o rastreamento de espécies em risco

A inteligência artificial está ampliando as possibilidades de monitoramento da biodiversidade ao analisar imagens, vídeos e gravações de áudio captados em ambientes naturais. A tecnologia permite identificar espécies, reconhecer vocalizações de animais e acompanhar mudanças nos ecossistemas, ajudando pesquisadores a obter informações que seriam difíceis de reunir apenas com observações humanas.

 

Com o uso de câmeras automáticas e gravadores instalados em florestas, pesquisadores conseguem coletar grandes volumes de dados sem precisar permanecer continuamente nos locais monitorados. A inteligência artificial processa esse material e pode reconhecer a presença de animais, identificar padrões de comportamento e registrar os períodos em que determinadas espécies estão mais ativas.

 

A análise de sons também representa um avanço importante para a conservação ambiental. O canto dos pássaros, as vocalizações de anfíbios e os ruídos produzidos por outros animais podem ajudar a identificar espécies mesmo quando elas estão escondidas pela vegetação. Com essas informações, cientistas conseguem acompanhar a presença de animais em determinadas áreas e observar possíveis alterações na distribuição das espécies.

 

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Na Amazônia, onde a diversidade de animais e plantas é enorme e o acesso a algumas regiões é difícil, essas ferramentas podem contribuir para pesquisas sobre espécies ameaçadas, efeitos do desmatamento e impactos das mudanças climáticas. A combinação de diferentes fontes de informação também pode ajudar a localizar áreas que precisam de maior atenção das equipes de conservação.

 

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Apesar dos avanços, os sistemas de inteligência artificial ainda dependem da qualidade dos dados utilizados e da verificação dos resultados por especialistas. Sons semelhantes, imagens pouco nítidas e espécies difíceis de distinguir podem provocar erros de identificação. Por isso, a tecnologia funciona como uma ferramenta de apoio à pesquisa, contribuindo para decisões mais bem fundamentadas e para o desenvolvimento de estratégias de proteção da biodiversidade. 

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