Uma nova invasão de garimpeiros ilegais no Rio Madeira está causando revolta e medo entre moradores de comunidades próximas ao município de Nova Olinda do Norte, a 130 quilômetros de Manaus.
Há cerca de um mês, dezenas de dragas e balsas ocuparam um trecho do rio nas proximidades do Lago Sampaio e da Ilha de Canumã, transformando a paisagem em uma verdadeira “cidade flutuante” do garimpo ilegal.
Moradores denunciam que, até agora, nenhum órgão de fiscalização apareceu para impedir a atividade criminosa.
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A situação é considerada alarmante pelas comunidades ribeirinhas, que afirmam já sentir os impactos diretos da exploração ilegal. Pescadores relatam prejuízos severos e dizem que os peixes desapareceram das áreas atingidas devido à contaminação da água por mercúrio, produto utilizado no processo de extração do ouro.
Imagens registradas no local mostram uma gigantesca parede de dragas operando a poucos metros da sede do município, em plena luz do dia.
Segundo comunitários, os garimpeiros usam a velha estratégia de concentrar dezenas de balsas em um mesmo ponto do Rio Madeira para dificultar operações do Ibama e da Polícia Federal.
O avanço do garimpo ilegal, no entanto, divide opiniões dentro de Nova Olinda do Norte. Lideranças políticas locais, entre elas a prefeita Araci Cunha, já chegaram a defender a legalização da atividade como alternativa de sobrevivência para famílias da região.
Especialistas e ambientalistas alertam para o risco de desastre ambiental e para os graves danos causados às populações tradicionais da Amazônia.
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Além da destruição ambiental, a principal preocupação é a contaminação dos rios por mercúrio, substância altamente tóxica que ameaça a saúde humana, os peixes e toda a cadeia alimentar da região.