A Polícia Federal deflagrou, ao longo desta semana, a terceira fase da Operação Coffee Break, que resultou no cumprimento de três novos mandados de busca e apreensão. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre suspeitas de fraudes em processos de licitação pública relacionados à compra de materiais didáticos por prefeituras do interior de São Paulo.
As apurações miram um suposto esquema que teria atuado de forma organizada para direcionar contratos públicos. Na fase anterior da operação, a PF teve como alvo Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigada sob a suspeita de ter recebido pagamentos ilícitos do empresário André Gonçalves Mariano, apontado pelos investigadores como o principal articulador do esquema.
De acordo com a Polícia Federal, André Mariano teria contratado Carla Ariane com o objetivo de obter vantagens indevidas junto ao governo federal. Durante as diligências, os agentes apreenderam uma agenda na qual o nome dela aparece acompanhado do apelido “Nora”, referência ao vínculo familiar que manteve com o presidente da República.
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Ainda segundo a investigação, no momento em que a PF cumpriu mandados na residência de Carla Ariane, os agentes encontraram no local o ex-marido dela, Marcos Cláudio Lula da Silva. Embora o casamento tenha chegado ao fim, os investigadores avaliam que os vínculos comerciais entre os envolvidos podem ter permanecido ativos.
Já nesta terceira fase da operação, um novo elemento chamou a atenção dos investigadores. Durante as buscas, foram apreendidos fuzis, espingarda, pistolas, carregadores e grande quantidade de munições, indicando, segundo a PF, que o grupo investigado possui estrutura organizada e potencial elevado de periculosidade.
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As investigações continuam em andamento e buscam identificar todos os envolvidos, além de rastrear o destino dos recursos supostamente desviados por meio das licitações fraudulentas. A Polícia Federal não informou se haverá novos mandados ou prisões nesta etapa da operação.