Falta de documentos e baixa articulação travam apurações sobre fraude bilionária
O grupo de trabalho criado no Senado Federal para investigar as fraudes envolvendo o Banco Master tem avançado em ritmo lento, segundo relatos de fontes que acompanham as apurações. Instalado há cerca de dois meses, o colegiado ainda enfrenta dificuldades para consolidar informações essenciais.
Nos bastidores, a avaliação é de que a demora no envio de documentos tem prejudicado o andamento das investigações. Integrantes do grupo apontam que a Polícia Federal não tem disponibilizado os dados com a agilidade necessária, o que compromete o trabalho dos parlamentares.
A atuação do colegiado também é vista como pouco efetiva. Interlocutores classificam o desempenho como “morno” e não descartam a possibilidade de que o grupo sequer consiga apresentar um relatório final ao término dos trabalhos.
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Outro ponto que limita o avanço das investigações é a participação do Banco Central do Brasil. Segundo fontes, a autoridade monetária também depende de autorizações para compartilhar informações, o que tem restringido sua colaboração.
Na tentativa de destravar o processo, o Tribunal de Contas da União autorizou, na última semana, o compartilhamento de documentos inclusive sigilosos — além de oferecer apoio técnico às atividades do grupo.
O grupo foi criado no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para avaliar os impactos do caso e discutir possíveis mudanças na regulação do sistema financeiro. Entre os temas em debate estão a proteção de investidores, a transparência de produtos financeiros e os riscos sistêmicos envolvendo instituições bancárias.
O escândalo do Banco Master ganhou repercussão nacional após a identificação de irregularidades contábeis, operações estruturadas para inflar resultados e falhas na qualidade dos ativos, o que resultou em um rombo bilionário.
Diante da crise, o Banco Central decretou a liquidação da instituição, medida adotada quando há incapacidade de cumprir obrigações financeiras. A decisão acionou o Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir clientes dentro dos limites estabelecidos, gerando impacto significativo no sistema de proteção aos investidores.
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Além dos prejuízos financeiros, o caso segue sob investigação por suspeitas de fraudes, possíveis conexões com agentes públicos e falhas na supervisão que permitiram a expansão das operações do banco antes da descoberta das irregularidades.