Prévia divulgada pelo IBGE mostra desaceleração em 12 meses, mas alta mensal é puxada por mensalidades escolares e custos de transporte
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (27/2) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro. O indicador é considerado a prévia da inflação oficial do país.
No acumulado de 12 meses, o índice registra alta de 4,1%, abaixo dos 4,50% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em comparação com fevereiro de 2025, quando o IPCA-15 havia avançado 1,23%, houve recuo de 0,39 ponto percentual.
O IPCA-15 se diferencia do IPCA que mede a inflação oficial principalmente pelo período de coleta, iniciado no dia 16 do mês anterior ao de referência, além de ter cobertura geográfica específica. Por isso, funciona como uma sinalização antecipada do comportamento dos preços.
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O levantamento contempla famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia. A próxima divulgação está prevista para 26 de março.
Para o cálculo de fevereiro de 2026, os preços foram coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro e comparados aos vigentes entre 14 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025.
Dos nove grupos pesquisados, oito registraram alta. As variações foram de 0,06% em habitação até 5,20% em educação. A única queda ocorreu em vestuário (-0,42%).
O maior impacto no índice veio do grupo transportes, que subiu 1,72% e respondeu por 0,35 ponto percentual do resultado geral — mais de um terço da taxa de 0,84%. Já o grupo educação avançou 5,20%, refletindo principalmente reajustes de mensalidades escolares típicos do início do ano letivo.
O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no cálculo da inflação, desacelerou: passou de 0,31% em janeiro para 0,20% em fevereiro. Entre as altas, destacaram-se o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%). Por outro lado, houve queda nos preços do arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%).
CONFIRA A VARIAÇÃO POR GRUPO EM FEVEREIRO:
Alimentação e bebidas: 0,20%
Habitação: 0,06%
Artigos de residência: 0,21%
Vestuário: -0,42%
Transportes: 1,72%
Saúde e cuidados pessoais: 0,67%
Despesas pessoais: 0,20%
Educação: 5,20%
Comunicação: 0,39%
META DE INFLAÇÃO
De acordo com o Relatório Focus, a projeção do mercado é de que o IPCA feche 2026 em 3,91%. A meta de inflação estabelecida para o ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
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Caso o índice acumulado em 12 meses permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada oficialmente descumprida.