A prévia da inflação oficial brasileira registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE. Foi a primeira queda do IPCA-15 em um ano e o resultado mais negativo desde maio de 2020. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,24%.
Entre os principais responsáveis pela queda estão os alimentos, que ficaram mais baratos pelo terceiro mês consecutivo. O grupo alimentação e bebidas recuou 0,57%, com destaque para os produtos consumidos dentro de casa.
Entre os itens que apresentaram as maiores quedas estão pepino, batata, cebola, cenoura, tomate e café moído. Os hortifrútis tiveram papel importante no alívio dos preços, enquanto arroz e carnes também registraram redução.
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A categoria de alimentação no domicílio teve queda ainda mais expressiva, puxada principalmente por tubérculos, raízes e legumes. A redução ocorre após meses de pressão sobre os preços desses produtos e reflete uma melhora momentânea na oferta de alguns alimentos.
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Além da alimentação, a deflação de agosto foi influenciada principalmente pela queda nas contas de energia elétrica, devido ao Bônus de Itaipu, e pela redução de preços no grupo Transportes, incluindo passagens aéreas e combustíveis. A queda da inflação, porém, pode não ser permanente, já que parte dos efeitos que derrubaram o índice é considerada pontual.