Queda foi puxada principalmente pela queda nos preços de energia elétrica. Deflação é a maior desde agosto de 2022, quando o índice caiu 0,36%
O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (11). Foi a primeira queda do índice em um ano e a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador havia recuado 0,36%.
O principal fator para o resultado foi a redução de 7,63% nas tarifas de energia elétrica residencial, provocada pelo bônus de Itaipu. O benefício resultou em um abatimento de R$ 872,1 milhões nas contas de luz de cerca de 83,8 milhões de consumidores.
Também contribuíram para a queda os preços de passagens aéreas, alimentos e combustíveis. As tarifas aéreas recuaram 13,17%, enquanto o grupo de alimentação e bebidas teve queda de 0,34%. Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,95% e a gasolina teve redução de 0,59%.
Veja também

Manaus bate recorde e alcança maior produção de motocicletas em 18 anos
Diesel supera US$ 6 nos Estados Unidos pela primeira vez na história
Com o resultado de agosto, o IPCA passou a acumular 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. O resultado anual também representa desaceleração em relação aos 4,44% registrados nos 12 meses até julho.
VARIAÇÃO DOS GRUPOS PESQUISADOS PELO IPCA
Alimentação e bebidas: -0,34%;
Habitação: -1,87%;
Artigos de residência: 0,64%;
Vestuário: 0,12%;
Transportes: -0,86%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
Despesas pessoais: 1,30%;
Educação: 0,47%;
Comunicação: -0,09%.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Apesar do alívio temporário, a expectativa é de que a inflação volte a subir em setembro. A retomada das tarifas integrais de energia e possíveis impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos estão entre os fatores que podem pressionar o índice. O resultado também reforça as apostas em um novo corte da Selic pelo Banco Central, atualmente em 14% ao ano.