O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, cumprimenta o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao receber o recém-criado Prêmio da Paz da entidade
A possível ausência da seleção do Irã na Copa do Mundo FIFA de 2026 começou a gerar repercussão internacional depois que o governo iraniano afirmou que o país não tem condições de disputar o torneio por causa do atual cenário de guerra. Mesmo assim, a FIFA informou que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial da federação de futebol iraniana confirmando a retirada da equipe da competição.
A declaração partiu do ministro do Esporte do país, Ahmad Doyanmali, que afirmou que o contexto político e militar impossibilita a participação da seleção no Mundial que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo ele, a situação atual torna inviável o envio da equipe para disputar o torneio internacional.
A fala do ministro contrasta com a posição apresentada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, que revelou ter discutido o assunto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião sobre os preparativos do Mundial. De acordo com Infantino, Trump afirmou que a seleção iraniana será bem-vinda para participar da competição caso confirme presença.
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No sorteio realizado em dezembro de 2025, o Irã ficou no Grupo G ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito. A equipe tem partidas programadas no SoFi Stadium contra Nova Zelândia e Bélgica, e o último jogo da fase de grupos seria no Lumen Field diante da seleção egípcia.
Caso o Irã realmente confirme a desistência, caberá à FIFA decidir como reorganizar o grupo. A entidade pode manter a chave com apenas três seleções, o que reduziria o número de partidas, ou convidar outra equipe para ocupar a vaga deixada pelos iranianos.
Entre os possíveis substitutos estão seleções que ainda disputam as fases finais das eliminatórias asiáticas. O Iraque aparece como um dos principais candidatos, já que está nos playoffs intercontinentais e enfrentará o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname. Caso os iraquianos avancem, os Emirados Árabes Unidos também poderiam surgir como alternativa.
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Pelas regras da FIFA, se uma seleção desistir da competição com mais de 30 dias de antecedência da abertura do torneio, marcada para 11 de junho de 2026, o país poderá receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de 275 mil dólares. Se a desistência ocorrer nos 30 dias que antecedem o início do Mundial, a penalidade pode chegar a aproximadamente 550 mil dólares.