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Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e eleva tensão no Oriente Médio
Foto: Divulgação

Teerã atribui decisão a supostas violações do cessar-fogo por Estados Unidos e Israel, enquanto novas negociações de paz são articuladas na Suíça.

O governo do Irã anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de embarcações, medida que amplia a tensão no Oriente Médio e gera preocupação no mercado internacional devido à importância estratégica da rota para o transporte de petróleo e gás natural.

 

A decisão foi comunicada pelo Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, principal comando militar conjunto do país, que justificou a medida alegando que Estados Unidos e Israel teriam descumprido os termos do acordo de cessar-fogo firmado recentemente.

 

Em nota divulgada pela televisão estatal iraniana, o comando informou que o estreito permanecerá fechado à navegação como uma resposta inicial às ações atribuídas aos dois países. O comunicado também advertiu que novas medidas poderão ser adotadas caso, segundo Teerã, continuem ocorrendo violações do acordo.

 

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O governo iraniano também citou os recentes ataques israelenses no sul do Líbano como um dos fatores que motivaram a decisão, classificando as ofensivas como uma quebra dos compromissos assumidos durante as negociações de paz.

 

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta. A passagem conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte significativa das exportações globais de petróleo e gás natural. Qualquer interrupção no tráfego da região pode provocar impactos no abastecimento de energia e nos preços internacionais das commodities.

 

Enquanto a tensão aumenta no Oriente Médio, representantes dos Estados Unidos e de outros países continuam tentando retomar as negociações de paz na Suíça.

 

De acordo com a imprensa norte-americana, o presidente Donald Trump enviou o emissário Steve Witkoff ao país europeu para participar das conversas. Outros representantes da administração americana também são esperados para acompanhar as tratativas.

 

As negociações, que deveriam ter começado nos últimos dias, foram adiadas após a intensificação dos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, episódio que voltou a colocar em risco o acordo de cessar-fogo.

 

O governo suíço confirmou que diplomatas de diversos países permanecem envolvidos nas discussões para tentar garantir a implementação do acordo, embora não tenha informado quais delegações já chegaram ao país.

 

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Além disso, o Paquistão, que atua como mediador entre Washington e Teerã, também intensificou sua atuação diplomática. O ministro do Interior paquistanês viajou ao Irã para reuniões com autoridades locais, em uma tentativa de manter abertas as negociações e evitar uma nova escalada militar na região. 

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