Na quarta-feira (19/8), Donald Trump anunciou o início de uma guerra econômica devastadora dos EUA contra o Irã
O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos nesta quinta-feira (20) após o presidente Donald Trump anunciar uma nova ofensiva econômica contra o país. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou as ameaças americanas como “terrorismo econômico” e “crimes contra a humanidade”.
Na quarta-feira (19), Trump afirmou que os Estados Unidos iniciariam uma “guerra econômica” contra o Irã, prometendo uma operação que, segundo ele, seria uma das mais devastadoras já realizadas contra outro país. O presidente também ameaçou impor consequências econômicas a nações que continuarem mantendo relações com Teerã.
A resposta iraniana veio por meio do Ministério das Relações Exteriores e também do chanceler Araghchi. O governo afirmou que as novas medidas são apenas uma continuação de uma política de pressão que já teria fracassado e acusou Washington de tentar atingir diretamente a economia e a população iraniana.
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A escalada acontece em meio ao aumento das tensões entre os dois países e às dificuldades nas negociações diplomáticas. Trump quer ampliar o isolamento econômico do Irã e pressionar países que continuem negociando com o governo iraniano, enquanto Teerã rejeita as novas ameaças e afirma que não pretende ceder à pressão americana.
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A crise também já provoca reflexos no mercado internacional. O petróleo Brent chegou a quase US$ 95 por barril nesta quinta-feira, impulsionado pelas ameaças dos Estados Unidos e pela tensão no Oriente Médio. O cenário aumenta a preocupação com os impactos que um novo agravamento do conflito pode provocar na economia mundial.