Bombardeio atribuído a Israel elimina figura central do regime e amplia tensão no Oriente Médio
O governo do Irã confirmou na última terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança e considerado uma das principais lideranças do país. Ele morreu após um bombardeio que atingiu um imóvel na região de Pardis, em Teerã.
O ataque, atribuído a Israel, também deixou outras vítimas, incluindo o filho de Larijani, assessores próximos e o comandante das forças Basij, Gholamreza Soleimani.
A morte ocorre poucas semanas após a perda do líder supremo Ali Khamenei, aprofundando a instabilidade política no país e gerando um cenário de incerteza sobre a condução do regime.
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De acordo com as Forças de Defesa de Israel, Larijani era visto como o principal responsável pela condução política do Irã nos últimos meses.
REAÇÕES E ACUSAÇÕES
A agência estatal iraniana Fars News Agency lamentou a morte do líder, classificando-o como uma figura estratégica e acusando uma suposta aliança “americano-sionista” pelo ataque.
Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comentou a ofensiva afirmando que a ação busca enfraquecer o regime iraniano. Segundo ele, o objetivo seria abrir caminho para mudanças internas no país.
A sequência de perdas no alto escalão do Irã eleva o nível de tensão no Oriente Médio e pode desencadear novos desdobramentos geopolíticos nos próximos dias, com possíveis impactos na segurança regional e nas relações internacionais.