Autoridades iranianas denunciam tratamento desigual após parte da comitiva ser impedida de viajar para o torneio sediado nos Estados Unidos.
O governo do Irã criticou os Estados Unidos após a negativa de vistos para integrantes da delegação iraniana que participará da Copa do Mundo. Segundo autoridades iranianas, a medida afetou dirigentes, assessores e membros da equipe técnica considerados importantes para o funcionamento da seleção durante a competição.
Entre os nomes que, de acordo com a imprensa iraniana, não teriam recebido autorização para entrar no país está o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj. A situação provocou reação da representação diplomática iraniana, que classificou a decisão como um tratamento discriminatório.
A controvérsia surgiu após autoridades norte-americanas informarem que os jogadores e os profissionais considerados essenciais para a disputa das partidas haviam recebido os documentos necessários para ingressar nos Estados Unidos. O posicionamento, porém, não convenceu o governo iraniano, que argumenta que diversos integrantes da delegação ficaram de fora das autorizações concedidas.
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Em nota divulgada nas redes sociais, a embaixada iraniana questionou a exclusão de dirigentes, consultores e outros profissionais ligados à equipe nacional, afirmando que a medida compromete a preparação e a logística da seleção durante o torneio.
A disputa diplomática ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países e ao cenário de instabilidade no Oriente Médio. Nos últimos meses, a participação do Irã na competição chegou a ser alvo de questionamentos em razão dos conflitos envolvendo o país.
Os problemas relacionados à emissão de vistos também provocaram mudanças nos planos da seleção iraniana. Inicialmente, a equipe pretendia manter sua base de preparação em território norte-americano, mas acabou transferindo a concentração para a cidade de Tijuana, no México, próxima à fronteira com os Estados Unidos.
Classificado entre os primeiros países para a Copa do Mundo de 2026, o Irã tem estreia prevista para o dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, enfrentará a Bélgica, também na cidade californiana, e encerrará sua participação na fase de grupos contra o Egito, em Seattle.
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O episódio amplia as discussões sobre a relação entre política internacional e grandes eventos esportivos, especialmente em um momento de tensão diplomática envolvendo países participantes da competição.